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Eleicoes 2026

Como o voto eletrônico é protegido até a divulgação dos resultados

O TRE-SP detalha as etapas entre o encerramento da votação e a totalização: registro dos votos na urna, emissão do Boletim de Urna, transporte das mídias e transmissão criptografada ao TSE.

Foto com a tela da urna e uma mão segurando o Boletim de Urna (BU). Ao fundo, está um banner azu...
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O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo explica que os votos percorrem uma sequência de etapas entre o encerramento da votação e a divulgação dos resultados das Eleições 2026. O processo inclui o armazenamento dos registros na urna eletrônica, a emissão do Boletim de Urna, o transporte dos dados e a transmissão para a totalização pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em cada seção eleitoral, a urna grava os votos em um arquivo chamado Registro Digital do Voto (RDV). O documento registra cada escolha sem associá-la à identidade da pessoa que votou, preservando o sigilo. A urna também conta com dois dispositivos de memória, um interno e outro externo, que funcionam como cópias de segurança em caso de dano a um dos equipamentos.

Com o encerramento da votação, mesárias e mesários emitem o Boletim de Urna (BU), documento que apresenta a quantidade de votos atribuídos a cada candidata ou candidato, os votos de legenda, os votos brancos e os nulos. O boletim corresponde à apuração daquela urna e é produzido em pelo menos cinco vias.

Uma das cópias do BU é fixada na porta da seção eleitoral, permitindo a consulta pública dos resultados registrados naquele local. O documento também contém um código QR, que pode ser lido pelo aplicativo Boletim na Mão, disponível para celulares com sistemas Android e iOS. A leitura permite acessar uma versão digital do boletim e conferir os dados apresentados na via impressa.

Depois da emissão, os boletins e os demais documentos são levados, com escolta policial, ao local definido para a transmissão dos dados, normalmente a sede do cartório eleitoral. O transporte inclui a mídia de resultado, dispositivo removível desenvolvido em formato próprio da Justiça Eleitoral. Nela ficam armazenados os votos que serão enviados sem necessidade de conexão com a internet.

As informações contidas na mídia de resultado são protegidas por assinatura digital, mecanismo que impede alterações nos arquivos. As mídias de todas as seções sob sua responsabilidade são recebidas pela Junta Eleitoral, órgão temporário composto por um juiz ou uma juíza e cidadãos nomeados pela Justiça Eleitoral.

A Junta transmite os dados ao TSE por uma rede privada e criptografada. Em áreas de difícil acesso, o envio pode ser feito por satélite. Ao receber os arquivos, os computadores do tribunal verificam se os dados correspondem à seção eleitoral indicada e conferem a autenticidade e a integridade das informações antes de incorporá-las à totalização.

A recepção dos dados ocorre em grande volume e pode ser organizada em uma fila virtual para processamento. Após o encerramento da votação, a partir das 17h, os resultados parciais podem ser acompanhados em tempo real na página e no aplicativo Resultados, da Justiça Eleitoral. A plataforma permite consultar votos para candidatas e candidatos, brancos, nulos e eleitores faltosos, além de selecionar diferentes localidades.

Fontes da reportagem

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