Nordeste garante maior vantagem de Lula, enquanto Sul e Sudeste favorecem Flávio no segundo turno
Lula venceu em duas das cinco regiões e terminou a eleição presidencial de 2026 com 51,8% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro liderou em três regiões, mas a vantagem petista no Nordeste superou as diferenças obtidas pelo adversário nas demais áreas.

Lula (PT) foi reeleito presidente da República no segundo turno das eleições de 2026, com 64.256.232 votos válidos, o equivalente a 51,8% do total. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 59.826.041 votos, ou 48,2%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A distribuição regional mostrou um país dividido: Lula venceu no Nordeste e no Norte, enquanto Flávio ficou à frente no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste.
A diferença nacional entre os dois candidatos foi de 4.430.191 votos, com as urnas 100% apuradas. O resultado foi definido principalmente pelo desempenho de Lula no Nordeste, região em que o petista abriu a maior vantagem proporcional e absoluta da disputa. O Sudeste, por outro lado, concentrou o maior volume de votos para os dois candidatos e foi a principal base eleitoral de Flávio.
No Nordeste, Lula obteve 69,37% dos votos válidos, contra 30,63% de Flávio. Foram 24.450.432 votos para o petista e 10.796.736 para o candidato do PL, uma diferença de 13.653.696 votos. A região reúne nove estados e foi a única em que Lula venceu em todas as unidades: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
O Sudeste apresentou o maior contingente de votos para Flávio Bolsonaro. O candidato recebeu 26.844.501 votos na região, correspondentes a 52,76% dos válidos, enquanto Lula teve 24.037.731, ou 47,24%. A vantagem foi de aproximadamente 2,8 milhões de votos. O Sudeste é formado por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Flávio venceu em três estados do Sudeste, e Lula ganhou em Minas Gerais. O estado mineiro é apontado no material eleitoral como um importante indicador da votação nacional por sua diversidade interna. Desde 1989, segundo os dados apresentados, nenhum candidato eleito presidente havia perdido em Minas Gerais.
No Sul, Flávio alcançou 62,58% dos votos válidos, contra 37,42% de Lula. Em números absolutos, foram 11.195.263 votos para o candidato do PL e 6.809.370 para o petista, diferença de aproximadamente 4,6 milhões. Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina compõem a região, e Lula não venceu em nenhum dos três estados.
O Centro-Oeste também terminou com vantagem para Flávio. Ele recebeu 60,01% dos votos válidos, ante 39,99% de Lula. Foram 5.603.867 votos para o candidato do PL e 3.733.919 para o petista, uma diferença de aproximadamente 1,9 milhão. Flávio venceu nos três estados da região e no Distrito Federal.
A disputa foi mais equilibrada no Norte. Lula teve 50,01% dos votos válidos, contra 49,99% de Flávio, uma diferença de apenas 1.079 votos em favor do petista: 5.024.626 contra 5.023.547. Flávio venceu no Acre, em Rondônia, Roraima e Tocantins. Lula ficou à frente no Amazonas, no Pará e no Amapá.
A concentração do eleitorado no Sudeste também ajuda a explicar o peso da região no resultado nacional. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores, o equivalente a 21,48% do eleitorado brasileiro. Minas Gerais aparece em seguida, com 16.377.659 eleitores, ou 10,32%. Rio de Janeiro, Bahia e Paraná completam os cinco maiores colégios eleitorais, com 12.857.000, 11.321.005 e 8.609.026 eleitores, respectivamente.
Ao todo, o Brasil tinha 158.745.463 pessoas aptas a votar para presidente. O resultado final combinou a vantagem expressiva de Lula no Nordeste, a vitória apertada no Norte e o desempenho de Flávio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Embora o candidato do PL tenha liderado em três das cinco regiões, a margem nordestina foi suficiente para garantir a reeleição do petista.
Fontes da reportagem
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