Cobertura contra poliomielite em Sergipe está abaixo da meta nacional, alerta Saúde
No Dia Mundial de Combate à Poliomielite, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a vacinação de crianças e informa que a cobertura no estado é de 89,12%, abaixo dos 95% definidos pelo Ministério da Saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça, em Sergipe, a importância da vacinação contra a poliomielite neste 24 de outubro, Dia Mundial de Combate à doença. A cobertura vacinal no estado está em 89,12%, segundo a pasta, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A mobilização busca ampliar a proteção das crianças e reduzir o risco de reintrodução do vírus no país.
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infecciosa causada pelo poliovírus. De acordo com a SES, o vírus pode atingir o sistema nervoso e provocar paralisia irreversível dos membros, geralmente das pernas. Em situações graves, também pode comprometer o sistema respiratório. A doença não tem cura, e a vacinação é apontada como a única forma de prevenção.
A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, além do contato direto com pessoas infectadas. Por isso, a manutenção de uma cobertura vacinal elevada é considerada necessária mesmo diante da ausência de casos da doença no Brasil há décadas, conforme informado pela Secretaria de Estado da Saúde.
O esquema de vacinação começa aos 2 meses de idade, com a primeira dose. A segunda deve ser aplicada aos 4 meses, e a terceira, aos 6 meses. As doses de reforço são previstas para 1 ano e 3 meses e para os 4 anos de idade. A orientação da SES é que os responsáveis mantenham o calendário das crianças atualizado.
Desde novembro de 2024, a vacina oral contra a poliomielite (VOP) foi substituída pela vacina inativada poliomielite (VIP), administrada por meio de injeção. Segundo a secretaria, a mudança teve como objetivos ampliar a segurança e a eficácia da imunização e eliminar o risco, ainda que raro, de mutações associadas ao vírus atenuado presente na formulação oral.
A gerente de imunização da SES, Illani Paulina, destacou a necessidade de continuar protegendo as crianças e de manter as doses previstas no calendário. Segundo ela, a vacinação oral contra a poliomielite contribuiu para a eliminação da doença em Sergipe e também esteve relacionada à criação do personagem Zé Gotinha, associado às campanhas do Programa Nacional de Imunizações.
A vacina contra a poliomielite é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a cobertura estadual abaixo do parâmetro de 95%, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância de que a imunização infantil seja mantida conforme as idades e os intervalos previstos, como medida para preservar a proteção coletiva e evitar a volta da doença.
Fontes da reportagem
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