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Economia

Economia e guerra no Irã colocam governo Trump sob pressão nas eleições legislativas dos EUA

Americanos elegem em 3 de novembro representantes para a Câmara, parte do Senado e governos estaduais. Custo de vida, guerra no Irã, imigração, ética no governo e inteligência artificial estão entre os temas que podem influenciar a disputa por maiorias no Congresso.

Economia e guerra no Irã colocam governo Trump sob pressão nas eleições legislativas dos EUA
Crédito da imagemArte editorial contextual: Observatório Sergipe
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As eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, serão disputadas em meio à insatisfação com o custo de vida, à rejeição à guerra contra o Irã e a debates sobre imigração, ética no governo e inteligência artificial. Os republicanos têm maioria apertada na Câmara dos Representantes e no Senado, enquanto os democratas precisam conquistar quatro cadeiras líquidas em cada Casa para assumir o controle.

Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 vagas do Senado e 39 governos estaduais e territoriais. Tradicionalmente, as eleições de meio de mandato funcionam como uma avaliação do presidente em exercício, porque ocorrem durante seu mandato e podem alterar a capacidade do governo de aprovar leis e conduzir sua agenda no Congresso.

O custo de vida aparece como uma das principais preocupações do eleitorado. Em 2024, Donald Trump fez campanha criticando a inflação e responsabilizando o então presidente Joe Biden. Quase dois anos depois de retornar à Casa Branca, porém, o republicano ainda enfrenta preços elevados em itens como combustíveis, aluguéis e alimentos. Segundo o material citado, a política comercial do governo, baseada na imposição de tarifas a outros países, também agrava o cenário econômico.

Uma pesquisa da CBS News divulgada no dia 26 apontou que mais da metade dos entrevistados considerava ter piorado sua situação financeira em razão das políticas econômicas de Trump. Em levantamento da Reuters/Ipsos, metade dos eleitores registrados afirmou que o custo de vida era o fator mais importante para sua decisão. Dados da associação automobilística AAA indicaram preço médio de US$ 4,28 por galão de gasolina e de US$ 6,32 por galão de diesel, altas de US$ 1,20 em relação ao ano anterior no caso da gasolina.

A guerra contra o Irã também se tornou um ponto central da campanha. O conflito começou em fevereiro, após uma decisão de Trump em conjunto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. De acordo com uma média de pesquisas calculada pelo especialista Nate Silver, o apoio à guerra caiu de quase 40% nos primeiros dias para 35%, enquanto a oposição subiu de 49% para 55%. A alta dos preços dos combustíveis, associada entre outros fatores ao fechamento do Estreito de Ormuz durante o conflito, contribuiu para ampliar o impacto do tema sobre os eleitores.

O tema também registrou mudança na confiança partidária. Segundo pesquisa do Instituto Marist feita no fim de setembro, os eleitores passaram a confiar mais nos democratas do que nos republicanos para lidar com a imigração, em contraste com o cenário de 2024. A disputa pode afetar especialmente a avaliação do governo em um assunto que esteve entre as prioridades da campanha presidencial de Trump.

A inteligência artificial surge pela primeira vez como tema de campanha nas eleições de meio de mandato. Quase metade dos entrevistados pelo Pew Research Center disse estar muito preocupada com os efeitos da tecnologia sobre a economia. A construção acelerada de centros de dados, necessários para o desenvolvimento da IA, acrescenta outra dimensão ao debate: o alto consumo de energia dessas instalações provoca temor de aumento nas contas de luz para moradores das regiões onde são instaladas. Com a maioria no Congresso em disputa, a combinação de economia, política externa e questões de governo deve orientar a escolha dos eleitores em novembro.

Fontes da reportagem

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