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Política Nacional

Midterms de 2026 testam a maioria republicana de Trump no Congresso dos EUA

Eleitores americanos escolhem nesta terça-feira (3) deputados, senadores e governadores em uma disputa que pode alterar o controle do Congresso e limitar ou ampliar a margem de ação do presidente Donald Trump até o fim do mandato.

Midterms de 2026 testam a maioria republicana de Trump no Congresso dos EUA
Crédito da imagemArte editorial contextual: Observatório Sergipe
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Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. A votação ocorre com mais de 50 milhões de votos já registrados antecipadamente e definirá a composição da Câmara dos Representantes, de parte do Senado e dos governos de 36 estados. O resultado determinará qual partido controlará o Congresso a partir de janeiro de 2027.

Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 dos 100 assentos do Senado. Segundo as projeções mais recentes citadas na cobertura eleitoral, os democratas chegam à votação como favoritos para conquistar a Câmara. A disputa pelo Senado permanece aberta, com uma leve vantagem atribuída aos democratas nas estimativas mencionadas.

O Partido Republicano, legenda de Trump, conquistou a maioria nas duas Casas nas eleições de 2024. Antes da votação de 2026, os republicanos ocupam 218 cadeiras na Câmara, contra 214 dos democratas. Há ainda um deputado independente e duas vagas sem ocupante. No Senado, os republicanos têm 53 cadeiras, enquanto os democratas contam com 47 senadores, incluindo dois independentes que costumam votar com o partido.

A manutenção da maioria é importante para Trump porque o partido que controla o Congresso define a pauta e participa das votações de projetos do governo. A maioria republicana atual é estreita, e o presidente já enfrentou resistência de parlamentares da própria legenda em algumas decisões. Uma derrota na Câmara, no Senado ou nas duas Casas pode dificultar a aprovação de propostas e ampliar a capacidade de os congressistas bloquearem iniciativas do governo.

As midterms recebem esse nome porque acontecem na metade do mandato presidencial. Trump tomou posse em janeiro de 2025, e seu mandato termina em janeiro de 2029. Os deputados e senadores eleitos em 2024 estão próximos do fim de seus períodos quando ocorre a votação. Os parlamentares escolhidos nesta eleição assumirão os cargos em janeiro de 2027. A próxima eleição presidencial será em 2028.

A votação também é acompanhada como uma medida da avaliação do governo. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (2) apontou aprovação de 32% para Trump, índice próximo da mínima histórica indicada pelo levantamento. A pesquisa também registrou que uma parcela expressiva dos eleitores vê o voto nas eleições legislativas como uma forma de se opor ao presidente republicano.

O sistema eleitoral americano distribui as funções de maneira diferente entre as duas Casas. Cada um dos 50 estados elege dois senadores, independentemente do tamanho da população. Já as 435 cadeiras da Câmara são divididas entre os estados conforme o número de habitantes, e cada deputado representa um distrito eleitoral. As eleições gerais são precedidas por primárias, nas quais os partidos escolhem seus candidatos; embora independentes também possam concorrer, as disputas costumam se concentrar entre um republicano e um democrata.

A apuração é feita separadamente por cada estado, sem um órgão nacional equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral brasileiro. Os primeiros resultados devem aparecer na noite de 3 de novembro, depois do fechamento das urnas em cada localidade, mas a definição do controle da Câmara e do Senado pode levar dias. Em 2022, o controle da Câmara só foi definido mais de uma semana após a eleição, em parte porque alguns estados demoraram mais para contabilizar votos enviados pelo correio.

Fontes da reportagem

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