Votação nos EUA pode limitar agenda de Trump no Congresso
Americanos votam nesta terça-feira, dia 3, para renovar a Câmara, parte do Senado e milhares de cargos estaduais e municipais. Projeções apontam vantagem democrata na Câmara e uma disputa mais equilibrada pelo Senado, em um resultado que pode afetar os planos do presidente Donald Trump.

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira, dia 3, para renovar os 435 assentos da Câmara dos Deputados e 35 das 100 cadeiras do Senado. A votação também envolve 36 governos estaduais, 6.139 vagas em legislativos estaduais e milhares de cargos municipais, além de 146 propostas de lei e referendos locais. O resultado será acompanhado como um teste para a força política do presidente Donald Trump e para a continuidade de sua agenda no país e no exterior.
Analistas, agregadores de pesquisas, sites de apostas e projeções políticas citados no material indicam que os democratas têm mais de 90% de chance de recuperar o controle da Câmara. A principal incerteza, segundo essas estimativas, é o tamanho da bancada que o partido formará. No Senado, a disputa aparece como mais equilibrada, embora as projeções apontem entre 70% e 75% de probabilidade de Trump perder a maioria, conforme a análise considerada.
Uma derrota pode reduzir a capacidade de Trump de avançar com suas propostas e enfraquecer o movimento político construído em torno de sua liderança. Entre os temas associados à agenda do presidente estão deportações em massa, a adoção de tarifas comerciais, a anexação da Groenlândia e projetos para a Casa Branca e Washington, como um salão dourado de baile e um Arco do Triunfo de 76 metros de altura.
Outra medida de Trump, que buscava encerrar o direito à cidadania por nascimento, foi barrada pelos tribunais, pelo menos por enquanto. O episódio é apresentado como exemplo dos limites jurídicos enfrentados pelo governo, mesmo em um período no qual os republicanos deram ao presidente o controle do partido e apoio no Congresso.
O controle da Câmara ainda daria à oposição influência sobre as prioridades de gastos e a distribuição de recursos públicos. No Senado, uma maioria democrata poderia rejeitar indicados pelo presidente para departamentos, embaixadas e diretorias de órgãos como o FBI e a CIA. A mesma prerrogativa alcançaria eventuais vagas na Suprema Corte, dificultando a ampliação da maioria conservadora.
O resultado, portanto, definirá o espaço de manobra de Trump na segunda metade de seu mandato. Com o domínio republicano preservado, o presidente manteria condições mais favoráveis para conduzir sua agenda. Se os democratas assumirem uma ou as duas Casas, o governo enfrentará comissões controladas pela oposição, maior fiscalização parlamentar e obstáculos para aprovar medidas e confirmar indicações.
Fontes da reportagem
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