Após passar na CCJ, só depende de Davi Alcolumbre pautar fim da escala 6×1, diz coordenador das Centrais Sindicais – Brasil de Fato
A proposta que põe fim à escala 6x1 avançou na CCJ do Senado e pode ser levada ao plenário nesta quarta-feira (2). Segundo o coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz Lúcio, a decisão agora depende de Davi Alcolumbre pautar a matéria.

O fim da escala 6×1 deve ser apreciado pelo plenário do Senado nesta quarta-feira (2), depois de passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta prevê a adoção da escala 5×2 e a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário.
A tramitação da medida é tratada como uma das prioridades do governo federal e tem sido acompanhada por articulações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a base aliada no Senado, segundo o material divulgado pelo Brasil de Fato. O objetivo é assegurar apoio à proposta, já aprovada com ampla maioria na Câmara dos Deputados.
Em entrevista à Rádio Brasil de Fato, o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, avaliou que a tendência é de aprovação na CCJ, que analisa a constitucionalidade do texto. Para ele, o ponto central é garantir quórum nas votações seguintes.
Lúcio afirmou que o tema depende da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para ser pautado em plenário. Segundo ele, Alcolumbre não teria apresentado uma posição formal sobre o assunto, embora tenha dito a interlocutores que só levaria a proposta à votação depois das eleições.
O coordenador das centrais sindicais também relatou que o PL, partido contrário ao fim da escala 6×1, atua para desmobilizar senadores. Na avaliação dele, se a proposta não avançar neste momento, será importante manter a mobilização popular após as eleições.
Ao defender a redução da jornada, Clemente Ganz Lúcio argumentou que há pressão de empresários e setores conservadores contra a medida, sob a justificativa de aumento de custos. Ele ponderou, porém, que a mudança pode trazer ganhos de produtividade e reduzir faltas, adoecimento e conflitos no trabalho, o que, na avaliação dele, tende a diminuir custos no médio e longo prazo.