Rubio diz que Trump autorizou entrada de Flávio Bolsonaro, mas nega participação dos EUA na saída do Brasil
Secretário de Estado americano afirmou que o senador já tinha visto válido e que o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de sua saída do país após a derrota eleitoral; voo teria passado por Argentina e Equador.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado que o governo de Donald Trump não participou diretamente da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. O senador deixou o país na quarta-feira, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que ele entregasse os passaportes, e entrou nos EUA com um visto que já possuía.
Em entrevista coletiva realizada em Atlanta, Rubio disse que Trump autorizou a entrada do brasileiro nos Estados Unidos, mas negou que integrantes do governo americano tenham organizado ou executado sua saída do Brasil. A declaração ocorre após relatos sobre o deslocamento do senador e sobre possíveis vínculos com pessoas próximas ao presidente americano.
Segundo informações atribuídas aos jornais The New York Times e The Wall Street Journal, Flávio Bolsonaro viajou em um avião fretado por Jason Miller, assessor de Trump. O trajeto teria passado pela Argentina e pelo Equador antes da chegada aos Estados Unidos.
O diretor da companhia aérea responsável pelo transporte declarou à agência AFP que o voo foi pago por um intermediário, a partir de uma conta bancária americana. A Casa Branca não havia se manifestado sobre a viagem, enquanto Trump classificou as eleições brasileiras como “vergonhosas”.
Uma fonte diplomática brasileira, ouvida sob condição de anonimato, afirmou à AFP que o representante diplomático da Argentina havia sido convocado para uma reunião descrita como rotineira, com o objetivo de prestar explicações sobre o voo. Posteriormente, o ministro das Relações Exteriores argentino negou que o Brasil tivesse solicitado esclarecimentos ao governo do país sobre sua participação na viagem.
Rubio também indicou que o governo Trump não pretende apoiar Flávio Bolsonaro como líder brasileiro. A permanência do senador nos Estados Unidos e as circunstâncias do voo passaram a ser acompanhadas em meio às discussões sobre sua situação jurídica e sobre a relação do novo governo brasileiro com Washington.
Fontes da reportagem
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