Lula supera Flávio Bolsonaro no segundo turno e conquista quarto mandato
Presidente reeleito obteve mais de 64,2 milhões de votos e venceu o senador Flávio Bolsonaro por uma diferença superior a quatro milhões. Posse está marcada para 5 de janeiro de 2027.

Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito para o quarto mandato como presidente do Brasil após vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu mais de 64,2 milhões de votos e terminou a disputa com vantagem superior a quatro milhões sobre o adversário, que obteve 59.825 milhões de votos.
O resultado representa uma virada em relação à primeira etapa da eleição. Lula havia começado o segundo turno em desvantagem de pouco mais de 2,2 milhões de votos, mas conseguiu reverter o cenário e ampliar a diferença na votação decisiva. A posse do presidente reeleito está prevista para 5 de janeiro de 2027.
De acordo com os dados do TSE, Lula venceu em 13 unidades da Federação: os nove estados do Nordeste, além de Amazonas, Pará, Amapá e Minas Gerais. Flávio Bolsonaro ficou à frente nas outras 14 unidades da Federação.
A eleição marca um resultado inédito na trajetória política de Lula, que passou a somar quatro mandatos presidenciais. Dirigente sindical nas décadas de 1970 e 1980, ele foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e exerceu mandato de deputado federal constituinte entre 1987 e 1991.
Antes de conquistar a Presidência pela primeira vez, em 2002, Lula havia concorrido ao cargo e sido derrotado nas eleições de 1989, 1994 e 1998. Os dois primeiros mandatos foram exercidos antes do retorno ao cargo, seguido da atual reeleição.
Lula declarou ainda que pretende trabalhar pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, em análise no Senado, e priorizar medidas de proteção às mulheres e de melhoria da educação. Sobre a composição mais conservadora do Congresso Nacional, afirmou que buscará manter o diálogo com o Legislativo e governar com base no respeito à Constituição.
Até a posse, marcada para janeiro de 2027, o presidente reeleito disse que pretende se reunir com empresários, educadores, cientistas e outros setores da sociedade para discutir as diretrizes do novo governo.
Fontes da reportagem
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