É incorporado novo medicamento no SUS para hemoglobinúria paroxística noturna
Iptacopana passa a integrar a segunda linha de tratamento da hemoglobinúria paroxística noturna no SUS para adultos que continuam com anemia após o uso de inibidores de C5. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 600 pacientes recebem tratamento da doença na rede pública.

O Ministério da Saúde incorporou a iptacopana ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de adultos com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) que permanecem com anemia mesmo após o uso de inibidores de C5. A inclusão amplia as opções disponíveis na rede pública e coloca o medicamento como alternativa de segunda linha.
A iptacopana atua como inibidor do fator B, uma proteína envolvida no sistema de defesa do organismo. De acordo com o Ministério da Saúde, o medicamento pode elevar os níveis de hemoglobina, reduzir a necessidade de transfusões e aliviar sintomas como o cansaço. A administração é feita duas vezes ao dia, em casa.
Cerca de 600 pacientes recebem tratamento para HPN no sistema público, segundo a pasta. A doença é rara e grave e provoca a destruição das hemácias pelo próprio sistema de defesa, o que pode levar à anemia, à fadiga e a outras complicações.
A incorporação foi analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Na avaliação, foram consideradas as evidências científicas disponíveis, além de critérios como eficácia, efetividade, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário.
O SUS já oferece o eculizumabe como tratamento de primeira linha para a mesma indicação clínica. Com a nova opção, pacientes que não respondem de forma satisfatória ao tratamento inicial passam a ter outra alternativa terapêutica, conforme a indicação clínica.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, afirmou que a medida amplia o acesso ao tratamento e oferece mais comodidade aos pacientes. Segundo ela, a decisão também está relacionada à inovação e à adequação da assistência às necessidades das pessoas com HPN.
Além dos medicamentos, a assistência no SUS pode incluir transfusões de sangue, transplante de medula óssea, suplementação de ferro e uso de anticoagulantes, de acordo com o quadro clínico de cada paciente. O Ministério da Saúde informa que investe anualmente R$ 1,25 milhão por paciente tratado com eculizumabe.
Fontes da reportagem
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