Crise entre PF, AGU e STF coloca Jorge Messias no centro de novo embate institucional

CRISE ENTRE PF, AGU E STF COLOCA JORGE MESSIAS NO CENTRO DE NOVO EMBATE INSTITUCIONAL
Jorge Messias, advogado-geral da União, passou ao centro de uma nova crise institucional envolvendo a Advocacia-Geral da União, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal.
Relatórios de inteligência da PF sobre a atuação do ministro André Mendonça mencionam Messias ao abordar o apoio de Mendonça à indicação do advogado-geral ao STF.
Os documentos também tratam de uma possível estratégia para alterar a correlação de forças na Corte. A própria Polícia Federal classificou ao menos parte desse material como de baixa confiança e sem valor probatório.
As menções, portanto, devem ser tratadas como hipóteses, não como fatos comprovados. A tensão aumentou porque a PF vinha pressionando a AGU a adotar medidas contra decisões de Mendonça em investigações sensíveis.
A AGU recusou esse caminho sob o argumento de que não teria competência legal e de que a medida poderia gerar nulidades processuais. Neste domingo, entidades representativas das carreiras da AGU divulgaram uma nota em defesa da instituição e de Messias.
No documento, criticaram tentativas de levantar suspeitas com base em relações pessoais ou políticas.
O episódio ocorre em meio à especulação sobre uma eventual nova indicação de Messias ao STF, tema que ganhou peso político com o aprofundamento da crise entre a PF, a AGU e ministros da Corte.