UBSI Mapuera é inaugurada para atender 660 indígenas em Oriximiná, no Pará
Unidade na Terra Indígena Nhamundá-Mapuera reúne consultórios, farmácia, laboratório e alojamentos, com serviços de atenção básica, vacinação e saúde bucal para indígenas Wai Wai, Arara e Tirió.

O Ministério da Saúde inaugurou, no sábado (7), a Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) Mapuera, na Terra Indígena Nhamundá-Mapuera, em Oriximiná, no Pará. A estrutura foi instalada para atender cerca de 660 indígenas dos povos Wai Wai, Arara e Tirió dentro do próprio território.
A unidade dispõe de dois consultórios para atendimentos gerais, consultório odontológico, sala de vacinação, farmácia, laboratório, enfermaria, sala de espera e alojamentos. Segundo o Ministério da Saúde, a estrutura foi planejada para ampliar a privacidade durante as consultas e oferecer espaços adequados para o armazenamento de vacinas, medicamentos e insumos.
Entre os serviços previstos estão consultas e procedimentos de enfermagem, acompanhamento pré-natal, vacinação, atendimento odontológico e monitoramento do crescimento e do desenvolvimento infantil. A equipe também atenderá pessoas com hipertensão e diabetes, além de realizar ações de prevenção ao câncer do colo do útero.
A UBSI oferecerá ainda testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C. As atividades incluirão ações de vigilância em saúde e atenção a agravos registrados na região, como malária e doenças diarreicas.
A secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, afirmou que a nova unidade permitirá a continuidade do cuidado na Aldeia Mapuera e melhores condições para o atendimento das famílias. A declaração foi divulgada pelo Ministério da Saúde durante o anúncio da inauguração.
A implantação da unidade ocorreu por meio de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e a organização Target Rüdiger Nehberg Brasil. Conforme as informações divulgadas, não houve transferência de recursos financeiros entre os parceiros: cada instituição ficou responsável pelas despesas e atividades sob sua atribuição.
O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Guamá-Tocantins ficou responsável pelo transporte aéreo e fluvial de materiais, equipamentos e insumos até a aldeia. O Ministério da Saúde destinou R$ 1,17 milhão para as despesas logísticas relacionadas à implantação da estrutura.
A organização parceira forneceu equipamentos, materiais de construção e equipe técnica especializada. A obra utilizou o sistema steel frame, com perfis leves de aço, uma técnica que permite montagem mais rápida e reduz a geração de resíduos, segundo o Ministério da Saúde.
Fontes da reportagem
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