Aracaju mapeia reservas de água em equipamentos públicos
Levantamento da Defesa Civil avalia estoques, capacidade de abastecimento e acesso para carros-pipa em escolas, unidades de saúde e outros equipamentos municipais. A iniciativa busca preservar serviços essenciais diante da redução do nível da barragem que abastece parte de Aracaju.

A Defesa Civil de Aracaju iniciou, no primeiro semestre deste ano, um levantamento da capacidade de armazenamento de água em 213 equipamentos públicos municipais. A medida é adotada como prevenção aos possíveis efeitos do El Niño sobre a disponibilidade hídrica e tem o objetivo de manter o funcionamento de serviços essenciais em um eventual cenário de escassez na capital sergipana.
O trabalho é realizado por técnicos e agentes de proteção em visitas a escolas, creches, unidades de saúde, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS). Juntos, esses equipamentos atendem aproximadamente 250 mil pessoas, segundo as informações divulgadas pela Prefeitura de Aracaju.
Durante as vistorias, as equipes verificam quanto cada unidade consegue armazenar, quais são os locais destinados ao abastecimento e se há condições de circulação para carros-pipa. O levantamento também busca indicar por quanto tempo o volume reservado seria suficiente para assegurar a continuidade das atividades em cada equipamento.
De acordo com a coordenadora-geral da Defesa Civil de Aracaju, engenheira Valéria Bispo, os dados devem apoiar decisões em uma situação de falta de água. Segundo ela, a organização prévia pode evitar que o atendimento à população seja prejudicado caso o abastecimento regular seja afetado.
A preocupação da Defesa Civil está relacionada também à situação dos reservatórios que abastecem a capital. Na quinta-feira, 6, o Governo de Sergipe informou que a Barragem Sindicalista Jaime Umbelino de Souza, em São Cristóvão, estava com 22,8% do volume útil, o equivalente a 6,7 milhões de metros cúbicos de água armazenados.
O reservatório recebe águas do Rio Poxim e responde por cerca de 30% do abastecimento de Aracaju. Ainda segundo o governo estadual, o nível informado é o menor registrado desde o início do monitoramento, em 2018. A situação reforçou a necessidade de medidas preventivas voltadas à rede municipal de atendimento.
Valéria Bispo afirmou que a Defesa Civil acompanha os reservatórios desde maio, com atenção especial à barragem do Rio Poxim. Conforme a coordenadora-geral, a redução gradual do nível levou o município a antecipar ações para identificar a estrutura disponível em cada equipamento e reduzir possíveis impactos sobre os serviços públicos, caso a escassez hídrica se intensifique.
Fontes da reportagem
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