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Lula afirma que reajuste do Bolsa Família não será condicionado ao calendário eleitoral

Em entrevista, o presidente disse que o benefício mensal de R$ 691 continuará independentemente do resultado do segundo turno e defendeu a reposição da inflação. Lula também criticou a pressão do mercado sobre as contas públicas e apresentou metas para a reta final da campanha.

Lula diz que não vai deixar de dar benefício por causa da eleição
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (19), que não deixará de conceder benefícios sociais por causa da eleição. Em entrevista ao SBT News, ele declarou que o Bolsa Família continuará sendo pago independentemente do resultado do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). O reajuste elevou o valor mensal do programa para R$ 691 e começou a ser pago na mesma data.

Segundo Lula, a mudança não deve ser interpretada como uma medida condicionada ao calendário eleitoral. O reajuste havia sido anunciado no dia 17. O presidente disse que gostaria de ter implementado o aumento antes do primeiro turno, mas que isso não foi possível. Para ele, a reposição da inflação é uma obrigação do governo e não deve ser interrompida por causa da disputa nas urnas.

O presidente também reconheceu que integrantes do PT demonstraram preocupação com a possibilidade de o reajuste ser considerado uma iniciativa eleitoreira. Lula, no entanto, manteve a avaliação de que a política pode ser adotada independentemente do período eleitoral. Ele afirmou ainda que o benefício seguirá destinado à população mesmo após a definição do segundo turno.

Na entrevista, Lula criticou as cobranças do mercado financeiro em relação à política fiscal. O presidente disse que o governo tem responsabilidade na condução dos gastos e reclamou da pressão recorrente por medidas de controle do déficit público. Também questionou o papel do sistema financeiro no debate sobre a política monetária, considerando que o Banco Central é independente.

A estratégia eleitoral mencionada por Lula inclui a tentativa de recuperar votos em estados da Região Sul, onde, segundo ele, Flávio Bolsonaro obteve cerca de 10 milhões de votos no total. O presidente também citou a busca por avanços em Minas Gerais e pela redução da diferença em São Paulo. Ele reconheceu que o cenário é diferente do de disputas anteriores, mas negou ter subestimado a força da direita e do bolsonarismo.

Na avaliação do candidato à reeleição, o principal erro da campanha foi acreditar que havia condições de vencer ainda no primeiro turno. Lula disse estar confiante na vitória e atribuiu parte do otimismo à mobilização de apoiadores nas ruas. Segundo ele, a quantidade de manifestações registradas na reta final seria um sinal positivo para sua candidatura.

Outro tema abordado foi a possibilidade de usar emendas parlamentares para financiar a gratuidade do transporte público coletivo aos fins de semana. Lula relacionou a proposta à ampliação do tempo livre dos trabalhadores e defendeu que os dias de descanso sejam acompanhados de condições para atividades de lazer e visitas a familiares. Ele reconheceu que a medida dependeria de negociação com o Congresso Nacional e avaliou que os deputados poderiam apoiar a destinação das emendas para esse objetivo.

Fontes da reportagem

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