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Eleicoes 2026

Urna eletrônica completa 30 anos de revolução nas eleições do Brasil – Agência Brasil

Criada em 1996 e adotada em todo o país a partir de 2000, a urna eletrônica completa 30 anos em 2026. O sistema substituiu a apuração manual em cédulas, reduziu o tempo de divulgação dos resultados e passou por mudanças de segurança, auditoria e acessibilidade ao longo das últimas três décadas.

São Paulo (SP) 24/09/2026 - O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) , durante demonstração para a imprensa do fluxo de votação das Eleições 2026. Além de uma apresentação sobre o chamado “derrame de santinhos” e o novo provimento da Corregedoria do Tribunal que disciplina a fiscalização
Crédito da imagemNão informado na origem
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A urna eletrônica completa 30 anos em 2026, marco de uma mudança que substituiu o voto em cédulas de papel e a apuração manual pelo registro e pela totalização eletrônicos dos resultados. Desenvolvido a partir de 1995, o sistema estreou nas eleições municipais de 1996 e passou a ser utilizado por todos os eleitores brasileiros nas eleições municipais de 2000.

A criação do equipamento envolveu especialistas de diferentes órgãos, entre eles as Forças Armadas, o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério das Comunicações. Em seu primeiro uso, em 1996, a urna foi aplicada parcialmente, em caráter de teste, e recebeu o nome oficial de Coletor Eletrônico de Votos, ou CEV, denominação que ainda consta no sistema, embora seja pouco utilizada.

Desde a estreia, o equipamento recebeu alterações voltadas à identificação dos candidatos, à fiscalização e à experiência do eleitor. Em 1998, as fotos dos candidatos passaram a ser exibidas na tela. Em 2002, foram instituídos a cerimônia pública de lacração dos sistemas e o teste de integridade. Dois anos depois, os códigos-fonte começaram a ser submetidos a auditorias.

A identificação biométrica começou a ser implantada em 2006 e foi ampliada nos anos seguintes. Em 2022, a capacidade de processamento da urna aumentou 18 vezes, segundo as informações apresentadas pela Justiça Eleitoral, e o terminal do mesário recebeu uma tela sensível ao toque. As mudanças foram incorporadas ao modelo de votação eletrônica usado no país.

Para as eleições de 2026, a urna terá novos recursos de orientação. A tela deverá exibir um intérprete de Libras para indicar opções como voto nulo, voto em branco e voto de legenda, além de uma barra de progresso na parte superior do painel. O equipamento também informará a quantidade de dígitos esperada para cada cargo e mostrará o andamento da votação.

A segurança do processo inclui etapas de fiscalização antes, durante e depois das eleições. Conforme a Justiça Eleitoral, são mais de 40 procedimentos de auditoria, que abrangem a abertura dos códigos-fonte, o Teste Público de Segurança, os Testes de Integridade, o Registro Digital do Voto, o Boletim de Urna e a publicação de arquivos e resultados na internet.

O acesso aos códigos-fonte para as instituições autorizadas foi aberto pelo Tribunal Superior Eleitoral em outubro de 2025, um ano antes das eleições de 2026. Partidos políticos, Polícia Federal e Ministério Público estiveram entre as instituições que puderam examinar os sistemas até setembro, quando ocorreu a lacração. A votação também é realizada em equipamentos que, segundo a Justiça Eleitoral, não têm conexão com internet, Bluetooth ou Wi-Fi.

Ao final da votação, os dados são gravados em mídia própria, protegidos por criptografia e assinatura digital. A urna emite o Boletim de Urna, documento que registra a votação daquela seção. As informações são então encaminhadas ao sistema de totalização por uma rede utilizada exclusivamente pela Justiça Eleitoral, permitindo a comparação entre os dados registrados na seção e os resultados recebidos pelo sistema de totalização.

Fontes da reportagem

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