Cidades
Uma apreensão de R$ 240 mil em espécie abriu uma investigação sobre contratos públicos em Aracaju. Três meses depois, o caso ganhou um novo personagem em meio à campanha eleitoral:
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O ponto de partida: dinheiro apreendido em junho Em 23 de junho de 2026, a apreensão de R$ 240 mil em espécie com um homem ligado à Secretaria Municipal da Educação de Aracaju levou as autoridades a investigar a origem e a destinação dos valores.
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A quantia, por si, não identifica quem a forneceu nem demonstra a prática de crime por uma empresa específica. Em 18 de setembro, a Polícia Civil realizou uma operação relacionada às apurações.
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Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, policiais examinavam contratações feitas pelo município e possíveis irregularidades em procedimentos administrativos.
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O foco dessa fase da operação não equivalia a uma conclusão judicial de responsabilidade de nenhuma das pessoas ou empresas mencionadas. A disputa sobre a origem dos valores Em meio à repercussão do caso, o nome da MF Comércio surgiu no debate público.
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A empresa é ligada à cunhada de André David, delegado que disputava uma vaga no Senado por Sergipe. Ele passou a contestar a associação entre o dinheiro apreendido e a MF Comércio, além de questionar a atuação do delegado Dernival Eloy, responsável pela apuração.
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Em 24 de setembro, André David divulgou vídeo em que afirmou que a BK Telecom teria sacado o dinheiro e determinado sua entrega em espécie ao ex-servidor. A declaração foi noticiada por diferentes veículos sergipanos, entre eles Papo Sergipe, Hora News e Folha de Sergipe.
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Na mesma manifestação, o então candidato acusou o responsável pela investigação de agir para prejudicá-lo politicamente. Essas são alegações do próprio André David, e não conclusões documentadas da investigação apresentadas ao Observatório.
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André David também exibiu referências a um contrato de fornecimento de links de internet dedicado ao Governo de Sergipe, identificado como Contrato nº 03/2025 e divulgado na imprensa com valor de aproximadamente R$ 6,8 milhões.
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A BK Telecom mantém em seu site institucional uma relação de contratos públicos, incluindo contrato com essa identificação.
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A existência de uma relação comercial com o poder público não demonstra, por si só, que recursos apreendidos tenham partido da empresa ou que o contrato seja irregular. A versão da BK Telecom Diante da acusação, a redação do Observatório Sergipe enviou perguntas à BK Telecom.
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Em 24 de setembro de 2026, às 13h31, chegou a resposta escrita de sua Diretoria Executiva, remetida do endereço institucional contato@bktele.com.br. A empresa autorizou expressamente a reprodução de seu posicionamento.
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“A BK Telecom nega ter realizado ou determinado o saque, a retirada ou a entrega dos valores mencionados em pronunciamento público recente.
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A empresa não tem relação com o episódio.” Em sua manifestação, a BK afirma desconhecer qualquer documento bancário, policial ou judicial capaz de indicar que os R$ 240 mil tenham saído de seus recursos.
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Diz também que não lhe foram apresentados indícios que estabeleçam vínculo entre a empresa e a entrega do numerário. Trata-se de posicionamento da companhia; o Observatório não dispõe de documentação bancária que permita confirmar a origem do dinheiro.
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Sobre o andamento da investigação, a empresa informa que, até aquela data, não havia recebido intimação nem sido formalmente procurada para prestar esclarecimentos.
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A afirmação se refere à situação em 24 de setembro e não deve ser tomada como informação atualizada sobre atos posteriores. A BK Telecom também considera infundada a declaração que a associa ao episódio.
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Sustenta que a apuração oficial, e não a disputa pública, deve esclarecer a origem do dinheiro. Segundo a própria empresa, medidas judiciais já teriam sido adotadas para preservar sua reputação e buscar reparação por eventuais danos. A redação não recebeu cópias dessas medidas.
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Quem é a empresa mencionada Com sede em Aracaju, a BK Telecom atua desde 2013 no setor de telecomunicações e soluções tecnológicas, conforme seu site institucional.
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Apresenta atividades relacionadas à conectividade, redes ópticas, data centers e videomonitoramento, além de divulgar contratos com órgãos públicos.
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Esse histórico ajuda a identificar a companhia que foi mencionada nas declarações de André David, mas não constitui prova favorável ou contrária às acusações sobre os R$ 240 mil.
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O que ainda falta esclarecer A documentação examinada nesta apuração permite afirmar que houve uma apreensão de dinheiro, que André David fez uma acusação pública identificando a BK Telecom e que a empresa negou formalmente qualquer ligação.
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Não permite estabelecer quem sacou os recursos, de qual conta saíram, quem determinou sua entrega ou se existe relação entre o numerário e algum contrato público. Também não substitui o acesso a eventuais laudos, documentos bancários ou conclusões das autoridades.
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A posição da Polícia Civil sobre a imputação específica feita à BK Telecom não foi obtida nesta apuração. A reportagem permanece aberta a documentos oficiais e novas manifestações pertinentes. Uma acusação deve ser apurada. Uma negativa deve ser registrada.
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E a identificação da origem dos valores exige provas. É essa distinção que orienta a cobertura do Observatório Sergipe.
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Documentos e fontes: manifestação escrita da Diretoria Executiva da BK Telecom à redação do Observatório Sergipe, recebida em 24 de setembro de 2026; notícias de 18 e 24 de setembro publicadas por Fan F1, Papo Sergipe e Hora News; site institucional da BK Telecom (bktele.com.br),
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especialmente a apresentação da empresa e a seção de compliance e contratos públicos.
Fontes da reportagem
Esta Web Story apresenta os fatos essenciais da matéria. A reportagem completa reúne documentos, atualizações e contexto adicional.