UFS apresenta 16 projetos que unem pós-graduação e comunidade
Projetos aprovados em edital da Capes foram apresentados durante evento no Campus São Cristóvão e abrangem ações de saúde, educação, direitos humanos, agricultura sustentável e apoio a comunidades sergipanas.

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) apresentou, na terça-feira (29), os 16 projetos aprovados no Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). As iniciativas, financiadas por meio de edital da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), foram detalhadas durante seminários e debates realizados na Didática XVII, no Campus São Cristóvão, com a participação de pesquisadores, docentes e integrantes da comunidade acadêmica.
O programa é desenvolvido pela Capes em parceria com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC) e busca aproximar as atividades de ensino e pesquisa da pós-graduação de demandas sociais. A proposta também prevê o apoio à elaboração de políticas públicas consideradas socialmente relevantes e incentiva que os resultados produzidos na universidade alcancem as comunidades.
Na UFS, a iniciativa foi construída conjuntamente pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e pela Pró-Reitoria de Extensão. De acordo com Gladston Arruda, coordenador do PROEXT-PG na universidade e docente do Departamento de Zootecnia, após a aprovação da proposta institucional, a gestão transformou o programa em uma ação abrangente e lançou um edital interno para selecionar os subprojetos. Os 16 projetos apresentados foram contemplados com recursos para o desenvolvimento das atividades de extensão.
Segundo Arruda, a estratégia responde à necessidade de levar para fora da universidade os conhecimentos produzidos nos programas de pós-graduação. As ações incluem trabalhos com comunidades locais, escolas e a própria comunidade acadêmica, além de iniciativas com potencial para contribuir com políticas públicas nas áreas de saúde e educação. Para o coordenador, a extensão permite que a sociedade conheça e participe dos resultados das pesquisas realizadas na instituição.
O pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFS, Eduesley Santana, afirmou que o PROEXT-PG foi criado para estimular a extensão dentro da pós-graduação. Ele explicou que os programas são avaliados pela Capes a cada quatro anos e que, desde a última avaliação quadrienal, as atividades de extensão passaram a integrar as variáveis consideradas no processo. A expectativa, segundo Santana, é ampliar a aproximação entre a produção científica e as necessidades da comunidade.
Para Yzila Araújo, coordenadora de Pós-Graduação da UFS, o programa fortalece a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Ela destacou que os 16 projetos abrangem diferentes áreas do conhecimento e permitem que pesquisadores da pós-graduação desenvolvam respostas voltadas à sociedade. A coordenadora também relacionou a iniciativa à avaliação dos programas de pós-graduação, afirmando que projetos realizados com a participação da comunidade devem ter peso relevante no próximo ciclo de avaliação.
A maior parte das propostas apresentadas está concentrada na área da saúde, mas o conjunto também reúne ações em escolas, apoio a mulheres empreendedoras e marisqueiras, agricultura sustentável e direitos humanos. Em São Cristóvão, um dos projetos atende catadoras de mariscos do povoado Colônia Miranda. Em Lagarto, o Pró-Saúde Itinerante desenvolve uma abordagem interdisciplinar no território do agreste sergipano, com atividades voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce de algumas enfermidades.
Coordenado por Alan Dantas, docente do Departamento de Enfermagem da UFS, o projeto realizado em Lagarto trabalha temas como letramento em saúde, literacia digital, prevenção e diagnóstico precoce de doenças. Conforme o coordenador, a iniciativa busca fortalecer a cidadania e ampliar o empoderamento dos usuários do Sistema Único de Saúde. A proposta envolve estudantes da pós-graduação em atividades que associam pesquisa e extensão, com atuação direta no território.