PF INVESTIGA ‘FÁBRICA’ DE DOCUMENTOS FALSOS EM SERGIPE
A Operação Código Fonte cumpriu dois mandados de busca em Canindé do São Francisco após a prisão em flagrante de um suspeito em uma agência da Caixa, em Ribeirópolis. A investigação apura a fabricação e o uso de documentos falsos para abrir contas e obter vantagens financeiras indevidas.

A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (17 de setembro), a Operação Código Fonte para investigar um esquema de falsificação de documentos públicos usados em fraudes bancárias em Sergipe. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Canindé do São Francisco, no Alto Sertão do estado, com o objetivo de reunir provas e identificar a dimensão da atuação criminosa.
A investigação começou depois que um homem foi preso em flagrante por estelionato dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal em Ribeirópolis. Segundo a Polícia Federal, ele utilizava documentos falsos em nome de terceiros para abrir contas bancárias e tentar obter créditos e outras vantagens financeiras de forma indevida.
A partir dessa prisão, os investigadores buscaram identificar a origem da documentação apresentada pelo suspeito. Conforme a apuração, a análise das informações levou a um segundo investigado, apontado como o responsável pela produção dos documentos falsificados usados nas tentativas de fraude.
Esse segundo suspeito foi o principal alvo das diligências realizadas em Canindé do São Francisco. Os mandados autorizados pela Justiça permitiram a entrada dos policiais em endereços relacionados à investigação e a apreensão de materiais que poderão ajudar a esclarecer como os documentos eram produzidos e distribuídos.
A Polícia Federal informou que os itens recolhidos serão submetidos a perícia técnica. O exame deverá contribuir para verificar a relação entre o material encontrado e os documentos apresentados na agência bancária, além de fornecer elementos sobre o funcionamento do esquema investigado.
As apurações também procuram dimensionar o alcance financeiro das fraudes e verificar se outras pessoas participaram da organização. Até o momento, a investigação relaciona o caso à falsificação de documentos públicos, à abertura irregular de contas e à tentativa de obtenção de benefícios financeiros em nome de terceiros.
A Operação Código Fonte não encerra o inquérito. A Polícia Federal informou que as diligências continuam para identificar eventuais outros envolvidos e esclarecer a extensão do esquema. Os investigados permanecem sob apuração, e a responsabilidade criminal deverá ser definida no curso da investigação e de eventual processo judicial.