EX-PREFEITO DE DORES E CLESIVALDO SÃO LIBERADOS PELA PF
Luiz Mário Pereira de Santana, conhecido como Mário da Clínica, e Clesivaldo Monteiro foram liberados após audiência de custódia nesta quinta-feira (17). Os dois haviam sido presos em flagrante no dia anterior, em Sergipe, depois de sacarem R$ 500 mil em espécie. A PF investiga a possível origem dos recursos em repasses do Fundo Nacional de Saúde.

O ex-prefeito de Nossa Senhora das Dores Luiz Mário Pereira de Santana, conhecido como Mário da Clínica, e Clesivaldo Monteiro foram liberados após uma audiência de custódia realizada no fim da manhã desta quinta-feira (17). Os dois tinham sido presos em flagrante na quarta-feira (16), em Sergipe, depois de sacarem R$ 500 mil em espécie.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura se o dinheiro sacado tem origem em repasses do Fundo Nacional de Saúde (FNS). A suspeita é de possível desvio de recursos públicos e de irregularidades em contratações e pagamentos feitos a uma empresa investigada.
A PF informou ainda que uma análise técnica da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou suspeitas relacionadas à origem federal dos recursos e aos contratos mantidos com a empresa. O material analisado, conforme a corporação, integra a apuração sobre a movimentação do dinheiro e os pagamentos investigados.
A prisão ocorreu após o saque do valor em espécie. Até o momento, as informações divulgadas sobre o caso não apontam uma conclusão definitiva sobre a origem do dinheiro nem sobre eventual responsabilidade dos investigados. As suspeitas ainda são apuradas pelas autoridades.
A defesa de Luiz Mário e Clesivaldo informou à TV Sergipe que os R$ 500 mil seriam usados na compra de material e de gado para a fazenda do ex-prefeito. Os advogados também afirmaram que a prisão ocorreu para averiguação e que, conforme o entendimento da Justiça, a liberdade foi concedida aos dois.
Luiz Mário foi prefeito de Nossa Senhora das Dores. A investigação, segundo a PF, também examina contratos e pagamentos realizados a uma empresa, em razão da hipótese de que recursos federais tenham sido utilizados de forma irregular.
Com a liberação após a audiência de custódia, os dois permanecem fora da prisão enquanto a investigação prossegue. A Polícia Federal ainda apura a origem dos valores, a relação com os repasses do Fundo Nacional de Saúde e as possíveis irregularidades nos contratos mencionados.