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Educação

O que faz um jovem querer ler hoje? Veja dicas para incentivar a leitura de qualidade

Jovens de 18 a 34 anos lideraram o consumo de obras literárias em estudo da Câmara Brasileira do Livro. Especialista da SOMOS Educação aponta conexão com vivências, troca em redes sociais e apoio da família como caminhos para estimular a leitura.

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O que faz um jovem querer ler hoje? Veja dicas para incentivar a leitura de qualidade
Crédito da imagemNão informado na origem

Um estudo recente guiado pela Câmara Brasileira do Livro mostrou que jovens de 18 a 34 anos foram os que mais compraram livros no último ano. O dado ajuda a explicar por que, mesmo com a disputa constante das telas, a leitura segue encontrando espaço entre esse público.

Para a coordenadora de Literatura e Informativos do Editorial de Educação Básica da SOMOS Educação, Laura Vecchioli do Prado, o interesse dos adolescentes e jovens cresce quando o livro dialoga com vivências, inquietações e temas que já fazem parte do seu cotidiano. Quando isso acontece, a leitura deixa de ser vista apenas como obrigação.

As chamadas Bookredes, comunidades nas redes sociais dedicadas a resenhas e recomendações, também têm impulsionado esse movimento. Segundo o texto, esses grupos ampliam a troca entre leitores e ajudam o jovem a descobrir autores, gêneros e estilos diferentes a partir de uma indicação inicial.

Laura afirma que a família continua tendo papel importante nesse processo. Em vez de impor uma leitura, a orientação é apresentar obras, autores e gêneros variados, deixar livros acessíveis e conversar sobre o que os jovens estão lendo, para que eles construam o próprio repertório aos poucos.

A especialista também recomenda partir dos interesses que o adolescente já demonstra, como filmes, séries e assuntos acompanhados nas redes sociais, para chegar a livros com maior chance de conexão inicial. A ideia, segundo ela, é começar por obras que despertem curiosidade e ampliar o repertório gradualmente.

Como exemplos, Laura cita Frankenstein, de Mary Shelley, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, ambas com adaptações cinematográficas conhecidas. A partir desse contato, diz ela, é possível avançar para clássicos mais complexos, como Dom Casmurro, de Machado de Assis, e os contos de terror de Edgar Allan Poe.

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