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Saúde

Novo rastreio do SUS identifica 9,9 mil testes positivos para HPV de alto risco

Exame molecular começou a substituir o Papanicolau no sistema público e pode detectar o vírus antes do surgimento de lesões pré-cancerígenas; protocolo já é adotado em 26 estados, segundo o Ministério da Saúde.

Brasília - Alunas do Centro de Ensino Fundamental 25, em Ceilândia, são vacinadas contra o papiloma vírus humano - HPV (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Crédito da imagemNão informado na origem
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O exame molecular para rastreamento do HPV realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) identificou 9.904 resultados positivos para tipos de alto risco do vírus desde o início da oferta do novo protocolo. Esses subtipos estão associados ao risco de desenvolvimento do câncer do colo do útero, e a detecção antecipada permite acompanhar as pacientes antes do surgimento de lesões pré-cancerígenas.

O teste de DNA-HPV passou a ser utilizado pelo SUS no começo do ano em substituição ao exame Papanicolau. De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, a mudança busca ampliar a capacidade de identificar a presença do vírus em uma etapa anterior à evolução para alterações que podem levar ao câncer.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o exame molecular para esse tipo de rastreamento desde 2013. Diferentemente do Papanicolau, que identifica alterações nas células do colo do útero, o teste de DNA procura diretamente a presença do HPV, permitindo reconhecer o risco antes que uma lesão pré-cancerígena seja detectada.

Um estudo conduzido pelo Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com mulheres participantes de um programa em Indaiatuba, no interior de São Paulo, apontou que o exame molecular antecipou em dez anos a identificação do câncer do colo do útero. A idade média de rastreamento foi de 39,6 anos com o DNA-HPV, contra 49,3 anos entre as mulheres examinadas pelo Papanicolau.

Até o momento, 26 estados adotaram o novo protocolo. O Espírito Santo ainda não concluiu a substituição e, segundo o Ministério da Saúde, deve receber os novos testes ainda neste ano. A implantação, portanto, continua em andamento nas unidades públicas de saúde.

A ampliação do rastreamento ocorre diante da previsão do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de que o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano até 2028. O tumor é apontado como o terceiro mais frequente entre mulheres no país. Quando identificado precocemente, porém, as chances de cura superam 95%, segundo o instituto.

Fontes da reportagem

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