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Saúde

Novo ciclone aumenta risco de temporais no Paraná após danos em Maringá e Marquinho

Sistema previsto para atuar a partir de terça-feira deve combinar frente fria e cavado atmosférico, com possibilidade de chuva intensa, granizo, descargas elétricas e ventos fortes no Paraná e em outros sete estados.

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Crédito da imagemColaboração
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A formação de um novo ciclone extratropical na costa da Região Sul deve elevar o risco de temporais no Paraná a partir de terça-feira (3), segundo previsão do Meteored. O sistema deve atuar junto com uma frente fria e um cavado atmosférico, favorecendo chuva intensa, rajadas de vento, granizo e descargas elétricas em áreas do Estado e de outras sete unidades da Federação.

Além do Paraná, estão na área de instabilidade o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais. A combinação entre temperaturas elevadas, umidade e o encontro de diferentes massas de ar pode provocar a formação de nuvens carregadas e tempestades potencialmente severas.

No Paraná e em Santa Catarina, a previsão indica que as chuvas mais fortes devem ganhar intensidade principalmente durante a tarde de terça-feira. A instabilidade pode continuar durante a madrugada e a manhã de quarta-feira (4). Ao longo da tarde de quarta, as áreas de chuva devem avançar do Rio Grande do Sul em direção ao sul paranaense.

O novo alerta ocorre depois de uma sequência de temporais que atingiu municípios do Paraná entre domingo e segunda-feira, dias 1º e 2 de novembro. De acordo com boletim da Defesa Civil divulgado no fim da tarde, foram registradas 21 ocorrências em 21 municípios. Ao todo, 4.067 pessoas foram afetadas, 28 ficaram desalojadas, 456 casas foram danificadas e uma foi destruída.

Entre os registros estão vendavais, granizo, enxurradas e alagamentos. Em Maringá, quase 50 milímetros de chuva foram registrados entre a meia-noite e as 7 horas de segunda-feira, segundo os dados mencionados no levantamento. As rajadas chegaram perto de 97 km/h, e a prefeitura decretou situação de calamidade pública.

O episódio em Maringá foi inicialmente classificado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná como um vendaval severo acompanhado de chuva intensa. Um prédio administrativo da corporação foi destelhado, e uma árvore caiu dentro do quartel, provocando danos estruturais. Ninguém ficou ferido. Mais tarde, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) informou que o fenômeno pode ter sido provocado por uma supercélula.

Supercélulas são tempestades organizadas e severas, com uma corrente de ar ascendente rotativa e persistente, conhecida como mesociclone. Segundo a explicação citada no material meteorológico, esse tipo de sistema pode produzir ventos fortes, granizo de grande tamanho e, em algumas situações, tornados. A duração e a intensidade dependem das condições atmosféricas presentes.

Marquinho, na região Centro-Sul, também teve impactos expressivos. Uma chuva de granizo acompanhada de vendaval danificou casas, escolas, postos de saúde e estabelecimentos comerciais. Conforme informações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, 270 residências foram atingidas e 1.080 pessoas foram afetadas em uma cidade com cerca de 4,4 mil habitantes. A prefeitura estimou que até 70% do município pudesse ter registrado estragos, incluindo comunidades como Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará.

A Copel informou que mais de 170 mil unidades consumidoras chegaram a ficar sem energia elétrica em razão de danos à rede provocados pela chuva, pelos ventos e pelo granizo. A queda de postes foi registrada em algumas localidades. Diante da previsão de novos temporais, os órgãos de meteorologia e a Defesa Civil recomendam acompanhar os avisos oficiais e evitar a permanência perto de árvores, postes e estruturas que possam ser atingidas pelo vento.

Em Curitiba e no Litoral do Paraná, a previsão do Simepar apontava chuva em pelo menos seis dos sete primeiros dias de novembro. Na capital, a instabilidade poderia aumentar novamente na quarta e na quinta-feira, depois de uma possível redução na terça. No Litoral, a tendência indicada era de chuva mais forte na quinta-feira e melhora a partir de sexta, com possibilidade de retorno do sol às praias no sábado.

Fontes da reportagem

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