Pular para o conteúdo
terça-feira, 20 de outubro de 2026 · Sergipe, Brasil
Quem somos · Transparência
OBSERVATÓRIOSERGIPE
Observatório Rádio Web RÁDIO ONLINE
Carregando informações da rádio… ProgramaçãoObservatório Sergipe
← Todas as notícias
Eleicoes 2026

Manifestantes pedem transparência da Meta na distribuição de conteúdo político

Protesto ocorreu na segunda-feira (19), em São Paulo, com críticas à atuação da empresa nas redes sociais e pedidos de neutralidade, monitoramento e relatórios sobre decisões que podem afetar o debate público e as eleições.

Ato em São Paulo cobra neutralidade da Meta nas eleições - Agência Brasil
Crédito da imagemNão informado na origem
Leitura

Centenas de pessoas protestaram no começo da noite de segunda-feira (19), na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo. O ato cobrou neutralidade da Meta na mediação de conteúdos políticos e criticou supostos casos de censura, falta de transparência e favorecimento de interesses próprios na administração de redes sociais.

Com o slogan “Meta, não se meta”, os manifestantes defenderam maior controle público sobre decisões que afetam a circulação de informações em plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. As entidades participantes também reivindicaram mecanismos de monitoramento e a divulgação de relatórios sobre a distribuição e a moderação de conteúdos.

Os organizadores informaram que tentaram entregar um manifesto à Meta, mas não conseguiram protocolar o documento. Segundo eles, o texto será encaminhado digitalmente por meio de uma ação de massa. A programadora Veronica Gimenez, que participou da organização do ato pela ONG TravaHacker, disse que as empresas deveriam adotar procedimentos mais transparentes e permitir o acompanhamento de suas decisões.

A soberania digital e popular também esteve entre os temas abordados durante a manifestação. Participantes criticaram a presença de grandes empresas de dados na gestão de parte dos sistemas de governo e afirmaram que a concentração de poder tecnológico pode afetar o debate público e a democracia.

Os manifestantes ainda mencionaram a falta de proteção a grupos minoritários e o possível estímulo a discursos de ódio por meio de algoritmos. Alguns participantes também alegaram desigualdade no impulsionamento de conteúdos associados à direita. Essas afirmações foram apresentadas durante o ato e não foram detalhadas no material divulgado sobre a manifestação.

A atuação da Meta nas eleições também está sob análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na semana anterior ao protesto, a Corte atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, para que a empresa explicasse dados que apontariam desvantagem para conteúdos ligados ao campo político do candidato e maior destaque ao grupo adversário. A campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro apresentou reclamação semelhante, segundo as informações divulgadas sobre o caso.

No mesmo contexto, o ministro Marco Aurélio Bellizze deu prazo de 24 horas para que a Meta comprovasse a adoção de medidas de isonomia na distribuição de publicações políticas e na veiculação de anúncios de campanha. Em nota, a empresa atribuiu dificuldades na produção de conteúdos e no acesso a comunidades e grupos ao excesso de regras eleitorais e ao tempo necessário para a checagem e a liberação das publicações.

Fontes da reportagem

Newsletter

A notícia de maior repercussão no seu e-mail

Receba uma vez por dia a matéria que mais repercutiu no Observatório Sergipe. A assinatura só é ativada depois da confirmação do seu e-mail e você pode cancelar quando quiser.

Ao assinar, você concorda em receber o resumo editorial diário do Observatório Sergipe. Seus dados não são vendidos.