Kassab condiciona proximidade do PSD com Lula à política econômica do novo mandato
Presidente nacional do PSD afirmou que a escolha do responsável pela economia e as medidas do governo serão determinantes para definir o grau de aproximação do partido com Lula no quarto mandato. Kassab disse que cargos não serão uma condição para a relação política.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (3) que a política econômica do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será decisiva para definir o grau de aproximação entre o governo e o partido. Segundo ele, a escolha do responsável pela área e a definição das principais medidas econômicas indicarão se o governo estará mais próximo do centro político.
Kassab disse que a orientação econômica dará ao governo uma identidade própria e influenciará a relação com o PSD. A avaliação foi apresentada em entrevista à CNN Brasil, na qual o dirigente afirmou que a proximidade dependerá da clareza sobre os compromissos e as políticas públicas que serão adotados no setor.
O presidente do PSD também declarou que a legenda está disposta a apoiar medidas do próximo mandato caso elas sejam compatíveis com o programa partidário. Ele afirmou que, apesar de o partido ter disputado a eleição com candidatura própria, o objetivo é que o país tenha um bom desempenho sob o novo governo.
A declaração ocorre em meio à definição sobre quem comandará a política econômica. Atualmente, o Ministério da Fazenda é administrado por Dario Durigan, que assumiu o posto após Fernando Haddad (PT) deixar a pasta para disputar o governo de São Paulo no pleito deste ano. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), é citado entre os nomes cotados para o ministério.
Kassab afirmou ainda que a ocupação de cargos não será usada como condição para a relação entre o PSD e o governo Lula. De acordo com ele, as prioridades do partido estarão concentradas no conteúdo das políticas e nos compromissos apresentados pelo presidente.
Entre os temas mencionados pelo dirigente estão a política econômica, a reforma eleitoral, parte da reforma do Judiciário, a idade mínima e as regras de quarentena. Kassab disse que esses assuntos, e não a distribuição de postos no governo, serão considerados para estabelecer uma maior ou menor aproximação com a administração federal.
A posição anunciada por Kassab deixa a relação do PSD com o próximo mandato condicionada às escolhas econômicas e às propostas que serão apresentadas pelo governo. O grau de apoio do partido, segundo o dirigente, dependerá da compatibilidade dessas medidas com o programa da legenda.
Fontes da reportagem
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