Hospital de Cirurgia supera 50 cirurgias cardíacas minimamente invasivas
Instituição foi pioneira na técnica em Sergipe, iniciada em dezembro de 2023, e passou a contar com quatro cirurgiões habilitados. Os resultados e os avanços da área foram discutidos no I Simpósio Sergipano de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva.

O Hospital de Cirurgia (HC) já realizou 52 cirurgias cardíacas minimamente invasivas desde a implantação da técnica em Sergipe, em dezembro de 2023. A instituição filantrópica é apontada como a única do estado a oferecer o procedimento e ampliou para quatro o número de cirurgiões cardiovasculares habilitados.
O primeiro procedimento foi realizado em 21 de dezembro de 2023. Na época, o cirurgião Wilson Felix era o único profissional habilitado em Sergipe. Em janeiro de 2025, o hospital contabilizava dez operações. Atualmente, além de Wilson Felix, integram a equipe Ivan Espínola, Rafael do Amor e Roberto Cardoso.
A cirurgia minimamente invasiva utiliza acessos menores que os empregados na cirurgia cardíaca convencional, que pode exigir uma incisão de até 25 centímetros e a abertura do tórax. Em pacientes selecionados, a técnica pode reduzir sangramentos e dores no período pós-operatório, diminuir o tempo de internação e favorecer uma recuperação mais rápida.
A evolução do serviço foi apresentada durante o I Simpósio Sergipano de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva, realizado nos dias 4 e 5 de setembro. Com o tema “Cuidar da Vida: Ciência, Humanização e Esperança”, o encontro reuniu especialistas de Sergipe e de outros estados para discutir cirurgia minimamente invasiva, cirurgia robótica, cirurgia cardiovascular, anestesiologia, ecocardiografia, perfusão e cuidados pós-operatórios.
O evento também promoveu a integração entre médicos e equipes multiprofissionais. A programação foi realizada pelo Instituto de Educação e Eventos e teve apoio institucional do Hospital de Cirurgia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e da Sociedade Médica de Sergipe.
Chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca do HC, Roberto Cardoso afirmou que o hospital pretende ampliar o uso da técnica e estender os benefícios aos pacientes do Sistema Único de Saúde atendidos na instituição. Ele foi responsável pela conferência de abertura do simpósio.
Para a cirurgiã cardíaca Leila Nogueira, que integrou a comissão organizadora, a participação de diferentes especialidades é importante para melhorar os resultados dos procedimentos e aproximar Sergipe de referências nacionais e internacionais na área.
A cirurgia minimamente invasiva integra a trajetória de pioneirismo do Hospital de Cirurgia na cardiologia sergipana. A instituição realizou a primeira cirurgia cardíaca e o primeiro implante de marca-passo do estado, além do primeiro transplante cardíaco das regiões Norte e Nordeste. O hospital também mantém serviços de hemodinâmica, centro cirúrgico exclusivo para cardiologia, UTI Cardiológica, unidade para atendimento a pacientes infartados, ambulatório e serviços de diagnóstico, sendo habilitado pelo Ministério da Saúde como referência cardiológica para o SUS em Sergipe.