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Saúde

Santa Catarina conclui retirada sanitária de perus após foco de Newcastle

Ministério da Agricultura informa que foram finalizados o despovoamento do estabelecimento afetado em Nova Itaberaba e iniciada a desinfecção das instalações. Vigilância e controle do trânsito continuam em quatro municípios sob emergência zoossanitária.

Criação de perus. Foto: CNA/Divulgação
Crédito da imagemNão informado na origem
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O despovoamento sanitário do estabelecimento comercial de criação de perus de corte onde foi identificado um foco da doença de Newcastle foi concluído em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as equipes agora executam a limpeza e a desinfecção das instalações, enquanto prosseguem as medidas para impedir a disseminação do vírus.

O Mapa informou que a vigilância epidemiológica continua nas propriedades situadas dentro da área de restrição sanitária. Também permanecem em vigor o monitoramento dos estabelecimentos e o controle do trânsito de animais e de outros materiais sujeitos às regras sanitárias. As ações têm como objetivo evitar que a ocorrência se espalhe para outras criações.

A resposta envolve profissionais da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), da prefeitura, da Polícia Civil e do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária. De acordo com o ministério, as equipes participam das atividades operacionais, da vigilância epidemiológica e do apoio às medidas de contenção do surto.

Uma portaria publicada pelo governo federal declarou estado de emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A medida estabelece o contexto administrativo para a adoção de ações sanitárias nos municípios alcançados pela área de restrição relacionada ao foco.

A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres. Ela é provocada por uma forma virulenta do vírus do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa). A identificação em Santa Catarina foi oficialmente comunicada à entidade, e o Mapa também informou parceiros comerciais bilaterais sobre o evento e as providências adotadas.

A atuação integrada do ministério com o serviço veterinário oficial catarinense busca preservar a condição sanitária da avicultura brasileira, segundo a pasta. A notificação internacional e o compartilhamento de informações técnicas fazem parte da resposta ao foco, juntamente com a eliminação sanitária das aves do estabelecimento atingido e a desinfecção do local.

Com a conclusão do despovoamento, a etapa imediata passa a concentrar-se na higienização das instalações, na vigilância das propriedades próximas e no cumprimento das restrições de trânsito. O Mapa informou que essas ações continuam em andamento na área afetada, sem indicar, no material divulgado, a ampliação do foco para outros estabelecimentos.

Fontes da reportagem

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