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Eleicoes 2026

Plataforma identifica 13 mil comentários ofensivos contra candidaturas LGBT+

Levantamento da Sentinela analisou mais de 307 mil comentários em contas de candidaturas no Instagram e apontou que 92,7% das agressões registradas tiveram mulheres LGBT+ como alvo; em 83,6% dos casos, as candidaturas eram de pessoas negras LGBT+.

25/07/2026 - Brasília - Bandeira LGBTQIA+ são colocadas em postes de luz para 27ª Parada LGBTQIAPN+ de Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Para chegar ao resultado, a Sentinela selecionou 307.185 comentários considerados potencialmente violentos em um universo de mais de 1 milhão de interações publicadas nas contas acompanhadas. A avaliação levou em conta quatro dimensões, incluindo a existência de uma pessoa ou candidatura identificável como alvo. Segundo a plataforma, a classificação não foi baseada apenas na presença de palavras ofensivas, mas na análise do contexto de cada publicação.

O estudo também apontou que os 13 mil comentários foram feitos por mais de 11 mil contas diferentes. Ao mesmo tempo, houve concentração da atividade em determinados perfis: 224 contas consideradas mais ativas responderam por 1.718 comentários. A Sentinela informou ainda que analisa a repetição das mensagens, o comportamento dos perfis e a publicação de conteúdos semelhantes em intervalos muito curtos para identificar sinais de coordenação.

Um dos exemplos citados pelo diretor-executivo do IPC, Gui Mohallem, envolve uma candidatura de Goiás que teria recebido a mesma mensagem reproduzida por 63 contas em um intervalo reduzido. Para ele, esse padrão representa um forte indício de atuação coordenada, que pode envolver pessoas ou sistemas automatizados. A plataforma, no entanto, não afirma que toda repetição de conteúdo seja necessariamente resultado de automação ou de uma ação organizada.

O monitoramento continua sendo atualizado durante o processo eleitoral. A Sentinela também se prepara para atuar em outros ciclos eleitorais e negocia parcerias que podem levar a sua implementação na Argentina e no México em 2027. Para o Instituto Plena Cidadania, a articulação regional é necessária porque grupos contrários a direitos LGBT+ e às políticas de igualdade de gênero atuariam de forma internacional, enquanto as respostas ainda permanecem concentradas em iniciativas locais.

Fontes da reportagem

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