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quinta-feira, 27 de agosto de 2026 · Sergipe, Brasil
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Polícia

Câmera registra discussão antes de PM ser baleado na cabeça em Água Preta; Justiça decreta prisão de colega

Matheus Silva Almeida Canabarro, de 29 anos, estava em serviço quando foi baleado; a Justiça Militar decretou a prisão preventiva do soldado Nykollas Matheus de Lima Santos, cuja defesa alega legítima defesa.

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Cena registrada durante ocorrência policial em Água Preta, Pernambuco
Crédito da imagemReprodução / @petrolinaemdestaque

Imagens divulgadas nas redes sociais e atribuídas a uma câmera corporal usada durante a ocorrência registram parte da discussão que terminou com um policial militar baleado na cabeça em Água Preta, na Mata Sul de Pernambuco. O episódio aconteceu na noite de 15 de agosto, durante o atendimento a uma ocorrência relacionada a som alto.

A vítima é o soldado Matheus Silva Almeida Canabarro, de 29 anos. Informações atribuídas à Polícia Militar de Pernambuco indicam que Matheus estava de serviço e integrava a equipe acionada para atender a ocorrência. O também soldado Nykollas Matheus de Lima Santos, de 30 anos, estava de folga e participava do evento no local.

Durante o desentendimento, Matheus foi atingido por disparos na região da cabeça. Ele recebeu atendimento inicial no município, passou pelo Hospital Regional dos Palmares e foi transferido para o Hospital da Restauração, no Recife. O hospital informou, na atualização divulgada após o caso, que o estado de saúde era grave.

Nesta quinta-feira (27), a CBN Recife informou que a Vara da Justiça Militar de Pernambuco decretou a prisão preventiva de Nykollas. Segundo a publicação, até aquela atualização o militar apontado como autor dos disparos ainda não havia sido localizado nem se apresentado à Justiça Militar.

A defesa de Nykollas sustenta que o policial agiu em legítima defesa. Em manifestação divulgada anteriormente, os advogados afirmaram que não havia prova conclusiva sobre quem iniciou os disparos e alegaram que Matheus teria sacado a arma primeiro. Essa é a versão apresentada pela defesa e será confrontada com os demais elementos reunidos pelas investigações.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio. A corporação instaurou inquérito para apurar a dinâmica dos fatos. A Polícia Militar também abriu procedimento na esfera militar, e a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social iniciou apuração sobre a conduta funcional relacionada ao episódio.

O vídeo recebido pelo Observatório Sergipe pode se tornar mais um elemento para a reconstrução da sequência dos acontecimentos, ao lado de depoimentos, perícias e outros registros. A definição de responsabilidades dependerá da análise das autoridades competentes.

Crédito das imagens: @petrolinaemdestaque.