Saude
Imunizante desenvolvido pelo CTVacinas, da UFMG, será avaliado inicialmente em 48 adultos. Ministério da Saúde prevê R$ 12 milhões para os ensaios clínicos das fases I, II e III.
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O Brasil deu um novo passo no desenvolvimento de uma vacina contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maior parte dos casos registrados no país.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos do imunizante Vivaxin, desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
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A apresentação do estudo ocorreu neste sábado (10), com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
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A tecnologia foi desenvolvida integralmente no Brasil e poderá criar uma nova alternativa de prevenção contra uma espécie do parasita para a qual ainda não há vacina recomendada.
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Segundo o Ministério da Saúde, as duas vacinas contra malária atualmente recomendadas foram desenvolvidas para combater o Plasmodium falciparum, predominante na África. Já o P. vivax é a espécie mais comum nas Américas e na Ásia.
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A primeira etapa da pesquisa será um estudo clínico de fase I, voltado à avaliação da segurança, das possíveis reações à aplicação e da capacidade de estimular uma resposta imunológica. Participarão 48 pessoas com idades entre 18 e 59 anos e sem histórico de infecção prévia.
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O acompanhamento previsto terá duração de 360 dias. O Ministério da Saúde informou que deverá destinar R$ 12 milhões para os ensaios clínicos das fases I, II e III.
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A autorização para a etapa inicial não significa que a vacina já esteja disponível para uso da população: o imunizante ainda precisará passar pelas fases previstas de pesquisa e pelas avaliações regulatórias correspondentes.
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O CTVacinas faz parte do Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), estrutura voltada ao desenvolvimento de vacinas e de outras tecnologias de saúde.
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Por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), o Ministério da Saúde prevê R$ 161,5 milhões para projetos de imunizantes e testes inovadores conduzidos pelo centro ou em parceria. Desse total, R$ 135,5 milhões serão destinados a projetos da própria unidade.
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Além da vacina contra a malária, o centro desenvolve testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar, uma vacina terapêutica contra a doença de Chagas, uma vacina contra mpox baseada no vírus MVA e uma vacina nasal de nanopartículas para o controle da covid-19.
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Também estão entre os projetos uma plataforma de testes rápidos para emergências sanitárias e agravos críticos do Sistema Único de Saúde (SUS), com validação por meio de um teste para hepatite delta.
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A unidade também foi aprovada como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
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O acordo prevê R$ 60 milhões ao longo de quatro anos para ampliar a capacidade brasileira nessa tecnologia, que permite modificar as instruções usadas para estimular o sistema imunológico conforme o agente infeccioso ou a doença a ser combatida.
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