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Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado - Extra online

Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve nacional por tempo indeterminado após negociações salariais terminarem sem acordo. A paralisação começou às 22h de quinta-feira (10),

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Os trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado durante assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10) em várias partes do país.

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Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a paralisação começou às 22h, após a decisão favorável em 35 assembleias. No Acre, a votação estava prevista para esta sexta-feira (11).

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A greve foi deflagrada depois que as negociações salariais com a estatal terminaram sem acordo. De acordo com a Findect, um dos principais pontos de impasse é o plano de saúde.

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A entidade afirma que os Correios pretendem alterar sua condição de mantenedora do benefício, tema considerado fundamental pelos trabalhadores. A federação informou que a decisão ocorreu após rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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Na quinta-feira, o tribunal reuniu representantes dos Correios e das federações sindicais Fentect e Findect, mas não houve consenso entre as partes. Em nota, os Correios disseram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para preservar os serviços em todo o país.

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A empresa afirmou que a rede de atendimento permanece aberta e que adotou medidas como a mobilização de empregados administrativos para apoiar as atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo logístico.

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A estatal declarou respeitar o direito de greve e informou que acompanha a operação nacionalmente.

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Também afirmou que poderá adotar novas medidas de contingência conforme a evolução do movimento, com prioridade para a continuidade dos serviços e a redução dos impactos para clientes e a população.

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Os Correios disseram ainda que 78 das 80 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho foram mantidas e que houve recomposição da inflação sobre salários e benefícios. Mesmo assim, segundo a empresa, não foi possível chegar a um entendimento com os representantes dos trabalhadores.

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A paralisação ocorre em meio a uma crise financeira da estatal. No primeiro semestre de 2026, os Correios registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões.

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No ano anterior, a empresa havia contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos para reestruturar a operação, com aval do Tesouro Nacional.

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Como contrapartida ao aval, o plano de reestruturação previa medidas como o fechamento de agências, a retirada de uma gratificação de R$ 500 paga a funcionários que atuam no atendimento ao público e a adoção de um sistema para mapear os recursos necessários às entregas.

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Essas ações foram interrompidas em julho, em razão da ameaça de greve. No início de setembro, os Correios avançaram nas negociações de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões.

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A proposta foi enviada ao Ministério da Fazenda para análise da capacidade de pagamento da empresa, e o governo federal deverá atuar como avalista da operação.

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Em caso de dúvidas ou de situações específicas, os clientes podem entrar em contato com os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa.

Fontes da reportagem

Extra online · Funcionários dos Correios aderem à greve nacional e ... · VEJA · Brasil de Fato

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