Economia
Resultado foi impulsionado pelo aumento das exportações de petróleo, combustíveis, soja e cobre. Corrente de comércio alcançou US$ 61,09 bilhões, maior valor já registrado para mes
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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) na terça-feira (6).
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O resultado foi 146,4% superior ao de setembro de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 3,14 bilhões, impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações. As vendas brasileiras ao exterior avançaram 12,9% na comparação anual.
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Com isso, o saldo de setembro foi o segundo maior da série para o mês, atrás apenas do registrado em setembro de 2023, de US$ 9,18 bilhões.
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A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, alcançou US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro e o segundo maior para qualquer mês, atrás de junho deste ano, com US$ 61,99 bilhões.
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O desempenho das exportações foi liderado pela indústria extrativa, que movimentou US$ 9,44 bilhões, alta de 39,8% sobre setembro do ano passado. A indústria de transformação respondeu por US$ 17,67 bilhões, crescimento de 5,3%.
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Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço estão o petróleo bruto, cujas vendas aumentaram 77,3%, e o minério de cobre, com alta de 74,2%. Também houve aumento nas exportações de farelos de soja, de 47,7%, e de combustíveis, de 39,1%.
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No setor agropecuário, as vendas de soja cresceram 11,9% e as de café não torrado, 8,7%. Os embarques de centeio e aveia passaram de US$ 407 mil para US$ 127,8 milhões, variação percentual de 31,2 mil, atribuída à diferença no cronograma de embarques.
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No caso do petróleo, o crescimento da produção e a alta de 24,7% no preço médio ajudaram a elevar o valor exportado. O aumento ocorreu após o agravamento da guerra no Oriente Médio, de acordo com as informações divulgadas sobre o desempenho do comércio exterior no mês.
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As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil. As vendas aos Estados Unidos aumentaram 31,9% em setembro, apesar da aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
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No acumulado do ano, porém, os embarques para o mercado norte-americano registraram queda de 6,5%. As exportações para a Ásia recuaram, enquanto as destinadas à América do Sul ficaram estáveis.
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Para a União Europeia, o crescimento das vendas foi relacionado ao acordo com o Mercosul, com destaque para o avanço das exportações de alimentos.
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O material divulgado também apontou que as compras brasileiras no exterior recuaram 2,4% em setembro, principalmente nos segmentos de bens de capital e bens intermediários. As importações de bens intermediários somaram US$ 14,9 bilhões, queda de 2,4%.
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Já as compras de combustíveis chegaram a US$ 3,4 bilhões, alta de 41,2%, influenciada por um aumento de 58,2% no preço.
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A desaceleração da economia associada aos juros elevados reduziu os investimentos da indústria e, consequentemente, a demanda por máquinas e outros bens de capital. No acumulado de janeiro a setembro, o superávit comercial alcançou US$ 62,4 bilhões.
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Apesar do resultado positivo em setembro, o Mdic reduziu a projeção para o saldo de 2026, de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Se confirmado, o valor será o segundo maior da série histórica anual, iniciada em 1989, atrás apenas do superávit de 2023, de US$ 98,8 bilhões.
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A previsão oficial para as exportações também foi revisada, de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. Para as importações, a estimativa passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.
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As projeções do governo continuam acima da expectativa dos analistas consultados pelo boletim Focus, do Banco Central, que estimam superávit comercial de US$ 78,3 bilhões para o ano.
Fontes da reportagem
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