Economia

SERGIPE ARTICULA MUNICÍPIOS E EMPRESAS POR NEGÓCIOS DO GASODUTO

Governo de Sergipe articula Aracaju, Barra dos Coqueiros, Santo Amaro das Brotas, Itaporanga d’Ajuda, Petrobras e VLI para atrair bases de apoio e serviços ligados ao gasoduto do p

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O Governo de Sergipe iniciou uma articulação com quatro municípios, a Petrobras e a VLI para preparar o estado para receber empresas interessadas nos serviços de implantação do gasoduto do projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP).

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A estratégia busca fazer com que as bases de apoio, a movimentação de equipamentos e parte da atividade econômica associada às obras permaneçam em Sergipe, em vez de serem concentradas em estados vizinhos.

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As tratativas envolvem Aracaju, Barra dos Coqueiros, Santo Amaro das Brotas e Itaporanga d’Ajuda. O governo estadual pretende discutir com as prefeituras condições de infraestrutura e tributação que possam aumentar a competitividade dos municípios na disputa pelas operações.

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Segundo Marcelo Menezes, secretário executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), o governador encaminhou documentos às administrações municipais para chamar atenção sobre a necessidade de preparar as cidades.

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A licitação do trecho marítimo do sistema de escoamento tem entrega de propostas marcada para 6 de janeiro, no Rio de Janeiro, de acordo com Menezes. A escolha do local das bases, no entanto, caberá às empresas que participarem da disputa.

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Elas deverão avaliar fatores como custos, segurança, infraestrutura disponível e velocidade das operações antes de definir onde instalarão suas estruturas de apoio.

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O gasoduto previsto para o SEAP terá aproximadamente 134 quilômetros, sendo 111 quilômetros em trecho marítimo e 23 quilômetros em terra. A capacidade estimada é de até 18 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

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O empreendimento também inclui poços, equipamentos submarinos e duas plataformas, em um conjunto de investimentos que supera R$ 60 bilhões, segundo as informações apresentadas pelo governo estadual.

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A preocupação com a localização das bases está relacionada ao impacto econômico das obras.

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Caso as empresas contratadas optem por estruturas na Bahia ou em Alagoas, Sergipe poderá deixar de receber serviços, circulação de trabalhadores, contratação de fornecedores e arrecadação vinculados à implantação do sistema.

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Menezes afirmou que o Estado tenta se antecipar à decisão das empresas, embora não possa determinar onde elas deverão operar. Um dos pontos discutidos é a cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS).

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Empresas ouvidas pelo governo teriam indicado que municípios com forte presença da indústria offshore adotam alíquota de 2% para determinadas atividades do setor. Menezes citou como exemplos Macaé, Niterói e São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e Guarujá, em São Paulo.

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Para o secretário, eventuais ajustes na legislação tributária municipal podem contribuir para tornar Sergipe mais competitivo.

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O Governo de Sergipe também avalia o uso do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), operado pela VLI e de propriedade da Petrobras, para a movimentação dos tubos que serão utilizados no trecho marítimo.

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O terminal foi concebido para outra finalidade e, segundo Menezes, precisaria de adaptações para atender a esse tipo de operação.

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A VLI contratou uma consultoria para estudar alternativas, enquanto a Petrobras participa das discussões por ser responsável pelo projeto e proprietária do ativo.

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Além do TMIB, representantes do governo visitaram a Triunfo, empresa com atuação logística no Porto do Rio de Janeiro, e a Cléa Porto, do grupo UTC, em Niterói.

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Também há movimentação empresarial em torno de uma possível estrutura no Porto das Redes, em Santo Amaro das Brotas, área que, segundo Menezes, tem histórico de operações relacionadas à indústria de petróleo em águas rasas.

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A disponibilidade de estruturas no momento em que as contratadas precisarem delas é um dos desafios apontados nas negociações. Um estudo contratado pelo Governo de Sergipe à Fundação Getulio Vargas (FGV) ajudou, segundo Menezes, a aproximar os agentes envolvidos.

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A preocupação é que investidores não queiram construir estruturas sem a garantia de contratos que assegurem demanda, enquanto as empresas vencedoras da licitação poderão precisar de instalações já disponíveis para iniciar as operações.

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O governo tenta, portanto, alinhar municípios, operadores logísticos e Petrobras antes da definição das bases.

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A implantação da infraestrutura do SEAP foi anunciada para começar a partir de 2027 e deverá estar concluída quando as plataformas chegarem, conforme declaração da diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, durante o Sergipe Oil & Gas 2026, em

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Aracaju. A contratação dos dois FPSOs junto à SBM Offshore abriu caminho para as demais etapas do projeto.

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As plataformas terão capacidade conjunta de produzir até 240 mil barris de petróleo por dia, enquanto o sistema de escoamento deverá transportar o gás natural produzido em águas ultraprofundas.

Fontes da reportagem

Sosergipe

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