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Rotina acelerada e pressão por produtividade podem afetar saúde mental

A pressão por prazos e responsabilidades pode fazer com que sinais de sofrimento emocional passem despercebidos. Psicóloga orienta observar a frequência e a intensidade dos sintoma

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A exigência constante por produtividade, o cumprimento de prazos e o acúmulo de responsabilidades podem levar muitas pessoas a deixar a saúde mental em segundo plano.

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Em uma rotina acelerada, sintomas como cansaço excessivo, irritação, ansiedade, perda de interesse e isolamento podem indicar a necessidade de atenção ao estado emocional, especialmente quando persistem e começam a afetar o dia a dia.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% da população brasileira apresenta transtornos de ansiedade. O percentual é apontado pela organização como o maior entre os países avaliados.

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Embora a ansiedade faça parte da experiência humana e possa surgir diante de situações específicas, a frequência e a intensidade dos sintomas são fatores importantes para avaliar quando é necessário buscar ajuda.

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A psicóloga Elen Paesante, especialista em Gestalt-terapia, Arteterapia e Ecopsicologia, afirma que mudanças de comportamento também podem ser sinais de alerta.

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De acordo com ela, irritação recorrente, esgotamento, afastamento de atividades antes consideradas prazerosas e isolamento merecem atenção quando permanecem ao longo do tempo ou começam a interferir na rotina.

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Para a especialista, um dos obstáculos está em reconhecer o próprio sofrimento em meio às cobranças diárias. A interrupção do ritmo não significa abandonar responsabilidades, mas criar momentos para perceber o que está acontecendo.

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Entre as possibilidades citadas por Elen estão respirar com atenção, caminhar, conversar com pessoas próximas, retomar atividades prazerosas e reservar alguns minutos sem outras demandas.

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A psicóloga explica que pequenas pausas podem favorecer a percepção de sensações, pensamentos e emoções que muitas vezes passam despercebidos durante o dia.

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Na Gestalt-terapia, abordagem à qual se dedica, essa atenção ao momento presente é relacionada ao desenvolvimento de consciência sobre o que a pessoa sente e vivencia.

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O objetivo, segundo ela, é interromper o funcionamento automático e reconhecer necessidades que podem estar sendo deixadas de lado. A observação dos sinais, no entanto, não deve ser entendida como uma responsabilização individual por todas as dificuldades emocionais.

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Condições de trabalho, relações pessoais, situação financeira e outros aspectos da vida podem influenciar a saúde mental e nem sempre estão sob controle de quem enfrenta o problema. Por isso, o cuidado também envolve considerar o contexto em que os sintomas aparecem.

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Quando os sinais persistem, prejudicam relacionamentos ou dificultam atividades profissionais e de estudo, a orientação é procurar apoio profissional. Familiares e amigos podem contribuir ao oferecer escuta sem julgamentos e incentivar a busca por atendimento.

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Segundo Elen Paesante, nem sempre a própria pessoa consegue dimensionar sozinha o que está vivendo, e uma rede de apoio pode ser importante nesse processo.

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Elen Paesante é psicóloga, gestalt-terapeuta, especialista em Arteterapia e Ecopsicologia e fundadora do Instituto de Gestalt-terapia Elen Paesante, voltado à formação e ao aprofundamento de psicólogos na abordagem.

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Com 30 anos de trajetória profissional, ela também atuou na Secretaria de Estado da Educação, na Fundação Renascer e na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde foi professora substituta. A profissional compartilha conteúdos sobre saúde mental no perfil @elenpaesante.

Fontes da reportagem

Infonet

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