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Proposta de Flávio prevê transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família

Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou em entrevista à CBN Bahia que beneficiários poderiam deixar o programa para trabalhar ou empreende

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A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou na segunda-feira (19 de outubro de 2026), em entrevista à rádio CBN Bahia, que o Bolsa Família teria uma regra de transição de dois anos para beneficiários que conseguissem emprego formal ou

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abrissem um negócio. Segundo ela, haveria retorno automático ao programa caso a tentativa de inserção no mercado de trabalho ou de empreendedorismo não desse resultado.

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A declaração passou a ser usada por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como crítica ao candidato do PL no segundo turno.

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O áudio da entrevista circulou entre apoiadores do petista, que interpretaram a fala como uma proposta para encerrar o Bolsa Família depois de dois anos. A eleição está marcada para domingo (25 de outubro).

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Na entrevista, Marques disse que a medida permitiria ao beneficiário aceitar um emprego com carteira assinada ou iniciar uma atividade própria sem perder definitivamente a proteção social.

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Ela também afirmou que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste poderiam atuar no apoio financeiro durante a transição, com oferta de crédito para pequenos empreendedores.

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A coordenadora mencionou ainda a criação de um chamado Ministério da Prosperidade, que teria atribuições relacionadas à concessão de crédito e à capacitação de pessoas interessadas em deixar o Bolsa Família.

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A proposta, porém, não aparece no plano de governo de 76 páginas apresentado por Flávio durante a campanha. O documento também não cita o Bolsa Família nem o Ministério da Prosperidade.

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Em uma publicação no Instagram, Flávio apresentou a medida com uma descrição diferente da feita por sua coordenadora. Segundo o relato do candidato, o beneficiário continuaria recebendo o Bolsa Família por até dois anos depois de conseguir um emprego formal ou abrir uma empresa.

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Na entrevista, Marques havia falado em uma transição para a saída do programa e em retorno automático caso o beneficiário não conseguisse se manter no trabalho ou no empreendimento. A campanha de Flávio negou que exista um plano para acabar com o Bolsa Família em dois anos.

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Na entrevista, Marques afirmou que um eventual governo não cortaria programas sociais e disse que a intenção seria reduzir privilégios em Brasília, como férias de 60 dias, supersalários e despesas consideradas desperdícios da máquina pública.

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A declaração foi apresentada como resposta ao que ela classificou como desinformação sobre possíveis cortes sociais. O debate ocorre em um contexto no qual o programa já possui uma regra de proteção.

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Pela legislação vigente, famílias cuja renda ultrapassa o limite de elegibilidade não deixam de receber o benefício imediatamente. Elas podem continuar recebendo 50% do valor original por até 18 meses, conforme as condições previstas para a permanência temporária.

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O governo Lula reajustou o piso do Bolsa Família em setembro de 2026, elevando o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691. O pagamento atualizado começou na segunda-feira (19). Para ter acesso ao programa, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218.

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A proposta apresentada por Marques, portanto, acrescentaria uma nova transição de 24 meses ao debate eleitoral, mas ainda não foi detalhada em um plano de governo oficial da campanha de Flávio.

Fontes da reportagem

Poder360 · Click Sergipe · Midiamax

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