Politica Nacional
Eventual indicação de Rodrigo Pacheco ao Supremo Tribunal Federal aproximou as negociações entre o governo Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O Planalto avalia indicar
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A eventual escolha de Rodrigo Pacheco para o Supremo Tribunal Federal abriu uma nova frente de negociação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
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Caso Pacheco deixe o Tribunal de Contas da União para assumir uma cadeira na Corte, o governo pretende participar da definição de seu substituto no TCU. O nome mais cotado no momento é o da ex-ministra Simone Tebet, filiada ao PSB e derrotada na disputa pelo Senado por São Paulo.
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Embora pertença ao partido, Tebet seria considerada uma indicação do governo, principalmente por manter bom trânsito com o Palácio do Planalto e com legendas de centro. Ainda não há acordo fechado para nenhuma das duas nomeações.
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De acordo com a apuração publicada pela CNN Brasil, Lula deve decidir sobre a vaga no Supremo somente depois das eleições. A definição dependerá, portanto, do cenário político formado após o processo eleitoral e das negociações entre Executivo e Senado.
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Pacheco foi indicado para o TCU após a saída de Bruno Dantas e tomou posse na Corte de Contas no fim de setembro.
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Uma eventual transferência para o Supremo devolveria ao Senado a prerrogativa de indicar um novo ministro para o tribunal responsável por auxiliar o Congresso na fiscalização dos recursos públicos.
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A possibilidade de nomear Pacheco para o STF é defendida por uma ala da Corte próxima dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, segundo a reportagem.
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Esse grupo avalia que a indicação antes da troca de governo e da posse do novo Senado poderia evitar que a vaga fosse ocupada por um nome ligado ao bolsonarismo.
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Pacheco também é visto por aliados como alguém capaz de manter diálogo com o Congresso e reduzir a pressão política sobre o Supremo. A hipótese agrada a Alcolumbre, que é apontado como seu principal defensor desde a tentativa frustrada de indicar Jorge Messias para a Corte.
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A escolha de Messias perdeu força no Planalto, segundo a apuração, e sua permanência na Advocacia-Geral da União também passou a ser questionada internamente.
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Alcolumbre havia trabalhado para levar o então senador Pacheco ao Supremo e reagiu à decisão de Lula de indicar o advogado-geral da União. Para o presidente do Senado, a vaga no TCU também pode ter peso na articulação para permanecer no comando da Casa em 2027.
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A bancada do PL deverá ser a maior da próxima legislatura, o que exigirá de Alcolumbre a construção de uma composição ampla com partidos de direita e de centro.
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Por enquanto, porém, as duas indicações continuam em fase de negociação e dependem de decisões futuras do governo e do Senado.
Fontes da reportagem
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