Cidades
Operação Pecúnia investiga contratos administrativos que somam R$ 23,3 milhões e tiveram a Prefeitura de Aracaju como principal contratante; diligências foram realizadas na capital
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A Polícia Civil de Sergipe cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Aracaju e Salgado, na sexta-feira (18), durante a Operação Pecúnia.
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A ação, conduzida pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), investiga suspeitas de fraude em processos licitatórios e contratos administrativos firmados pela Prefeitura de Aracaju. A sede do município também foi alvo das diligências.
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Segundo as informações da investigação, o inquérito foi instaurado após a apreensão de R$ 240 mil em espécie com um gestor público municipal, em junho de 2026.
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A partir do exame de documentos e de dados telemáticos, os investigadores passaram a apurar a existência de contratos celebrados diretamente, sem a realização do processo licitatório considerado necessário. Um dos contratos sob análise tem valor de R$ 1.730.631,50.
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Conforme a investigação, o documento foi assinado em 23 de junho de 2026, poucas horas antes do flagrante relacionado à apreensão do dinheiro. A circunstância é considerada pelos investigadores um dos episódios suspeitos dentro do conjunto de fatos apurados.
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O levantamento sobre a atuação da empresa investigada aponta que ela manteve contratos com o poder público estadual no período de 2017 a 2026, em um total de R$ 23.342.601,16.
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Desse montante, R$ 19.693.358,45 foram contratados pela Secretaria Municipal de Educação de Aracaju (Semed), o equivalente a 84,14% do volume registrado no período. A concentração dos contratos na área da educação é um dos aspectos examinados pela Polícia Civil.
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Os investigadores também identificaram, segundo o material da apuração, um aumento considerado atípico e expressivo no volume contratado pela empresa durante a atual gestão municipal.
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O dado integra a análise do histórico das contratações e ainda está sujeito à conclusão das perícias e demais diligências. Os mandados foram autorizados pelo Núcleo de Garantias e têm como finalidade ampliar o conjunto de provas do inquérito.
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A operação não representa, por si só, conclusão sobre a responsabilidade dos investigados, e as suspeitas ainda serão analisadas no curso da investigação. As diligências permanecem em andamento.
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A Polícia Civil informou que os trabalhos periciais e investigativos ainda precisam ser concluídos antes do encerramento da apuração sobre os contratos, os procedimentos utilizados nas contratações e a origem e a destinação dos valores apreendidos.
Fontes da reportagem
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