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Planos de Flávio e Lula divergem sobre privatizações e papel do Estado

Programas de governo apresentados para o segundo turno propõem caminhos distintos para a administração pública: Flávio defende retomar desestatizações e vender ativos não estratégi

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Os eleitores brasileiros vão escolher, no segundo turno deste domingo (25), entre propostas diferentes para o tamanho e a atuação do Estado.

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Os programas de governo de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva divergem principalmente sobre privatizações, venda de ativos, empresas estatais, reforma administrativa e organização da máquina pública.

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O plano de Lula prevê aumentar a eficiência dos serviços públicos, melhorar o controle dos gastos e ampliar mecanismos de transparência, integridade e acompanhamento de políticas.

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Entre as medidas citadas está a expansão de serviços digitais personalizados e de infraestruturas públicas digitais, com continuidade do uso de plataformas como o Gov.br, que reúne mais de 5 mil serviços públicos federais.

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Na área econômica, o plano de Lula se opõe à desestatização de empresas como Petrobras, Embrapa e Correios. O documento atribui às estatais funções de indução do desenvolvimento, realização de investimentos públicos e garantia da soberania nacional.

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A estratégia indicada é priorizar a reestruturação e a recuperação financeira dessas empresas, além de estabelecer parcerias com a iniciativa privada.

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O programa de Lula também prevê a ampliação do Repetro, regime fiscal e aduaneiro especial que concede benefícios e suspende tributos para estimular a cadeia de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos.

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A proposta defende ainda que a Petrobras participe da transição energética, com investimentos em fontes de baixo carbono, redução de emissões operacionais e adequação do marco legal do regime às metas de descarbonização.

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Flávio Bolsonaro, por outro lado, propõe reduzir a estrutura administrativa por meio de uma reforma no setor público e de um corte amplo de despesas, descrito no programa como um “tesouraço”.

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O plano prevê limitar gastos operacionais, diminuir o número de ministérios e cargos comissionados e desregulamentar regras infralegais nas áreas trabalhista, tributária e previdenciária para desonerar determinados setores.

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A proposta de Flávio também defende a retomada do Programa Nacional de Desestatização e a venda de ativos estatais considerados não estratégicos. Segundo o documento, essas medidas poderiam atrair investimentos privados e reduzir o endividamento público.

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O plano cita ainda a adoção da Lei das Estatais, de 2016, como referência para a escolha de dirigentes de empresas públicas e agências reguladoras, além de avaliações periódicas e revisão de normas regulatórias.

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O candidato também prevê ampliar a digitalização dos serviços públicos e criar mecanismos para avaliar políticas, incluindo a identificação dos beneficiários de programas de transferência de renda e a medição dos resultados dessas iniciativas.

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A orientação mantém relação com a política de venda de ativos adotada durante o governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, período em que, segundo o material apresentado, cerca de 76 empresas públicas foram privatizadas, entre subsidiárias e empresas de estrutura única.

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A operação de maior destaque citada foi a privatização da Eletrobras, concluída em junho de 2022 por R$ 33,7 bilhões.

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Também foram concluídas naquele período as vendas da BR Distribuidora e da Liquigás, subsidiárias da Petrobras, da Companhia Docas do Espírito Santo e da Refinaria Landulpho Alves.

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Petrobras, Correios, Casa da Moeda e Companhia Nacional de Abastecimento estavam entre as empresas que permaneceram sob controle estatal. A diferença entre privatização e concessão é central no debate.

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A privatização transfere definitivamente a empresa para a iniciativa privada, enquanto a concessão permite que uma companhia administre e explore determinado serviço ou ativo por prazo definido, mediante pagamento ao Estado.

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Lula historicamente se posiciona contra novas privatizações e, em vez disso, prioriza concessões e parcerias público-privadas, especialmente em rodovias, portos e aeroportos.

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O primeiro aeroporto concedido foi o de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte; depois, entre 2012 e 2013, os terminais de Brasília, Guarulhos, Confins, Galeão e Viracopos passaram à administração privada.

Fontes da reportagem

Agência Brasil · Folha do Leste

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