Saude
A Anvisa autorizou o uso do Gazyva, medicamento já empregado em alguns tipos de câncer, para adultos com lúpus ativo moderado a grave, autoanticorpos positivos e tratamento padrão
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou uma nova indicação para o Gazyva, nome comercial do obinutuzumabe, no tratamento de adultos com lúpus ativo moderado a grave.
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A recomendação é voltada a pacientes com autoanticorpos positivos que já estejam em tratamento padrão contra a doença. O obinutuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que atua sobre os linfócitos B.
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Segundo a Anvisa, a substância promove a eliminação massiva e prolongada dessas células, que têm papel central nos processos anormais associados ao desenvolvimento do lúpus.
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A agência informou que os benefícios observados com a nova indicação incluem redução da atividade da doença, menor ocorrência de exacerbações e diminuição sustentada da exposição a corticosteroides. O medicamento já é utilizado em alguns casos de câncer.
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O lúpus é uma doença autoimune crônica e potencialmente grave. Nessa condição, ocorre produção desregulada de autoanticorpos, que podem provocar inflamações em diferentes órgãos e sistemas.
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Pele, articulações, rins, sistema sanguíneo e sistema nervoso central estão entre as áreas que podem ser afetadas. De acordo com a Anvisa, embora existam tratamentos convencionais e biológicos disponíveis, uma parcela significativa dos pacientes permanece com a doença ativa.
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Essas pessoas podem apresentar surtos recorrentes ou depender do uso contínuo de corticosteroides, medicamentos associados a efeitos colaterais importantes no longo prazo.
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A doença também pode atingir o cérebro, provocando dor de cabeça, confusão, tontura, mudanças de comportamento, alucinações, acidentes vasculares cerebrais e convulsões.
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Nos vasos sanguíneos, pode estar associada a anemia, maior risco de sangramentos e vasculite, que é a inflamação dos vasos.
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Ainda segundo o Ministério da Saúde, o lúpus pode causar pleurisia, inflamação dos tecidos que revestem os pulmões e a caixa torácica, com dor durante a respiração. Também pode atingir o coração, com inflamação dos músculos cardíacos e das artérias e aumento do risco de infarto.
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A nova indicação do obinutuzumabe é destinada ao grupo específico de pacientes definido pela Anvisa e deve integrar o tratamento padrão sob acompanhamento médico.
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