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'O Rato': novo k-drama da Netflix questiona identidade na era digital - Estado de Minas

Disponível na Netflix, o k-drama “O rato” acompanha um escritor que perde o controle sobre a própria identidade após ter seus dados e patrimônio usados por um impostor. A produção,

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Imagine tentar desbloquear o celular e descobrir que a digital já não funciona. É a partir desse tipo de falha, ampliado para um golpe de grandes proporções, que “O rato” constrói sua trama na Netflix.

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A série, dirigida por Kim Hong-sun e estrelada por Ryu Jun-Yeol e Sul Kyung-Gu, entrou no Top 10 da plataforma e também aparece entre os termos mais buscados no Google Brasil, segundo o Google Trends, com aumento de mais de mil por cento.

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A história acompanha Je Moon-Jae, um escritor de mistério que vive isolado do mundo. Depois de anos recluso, ele descobre que alguém roubou sua identidade e passou a usar seus dados para movimentar seu patrimônio.

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O impostor, de acordo com a trama, vai além de documentos e consegue reproduzir até mesmo a aparência do escritor. Quando tenta provar que é a vítima, Moon-Jae percebe que perdeu o controle sobre informações essenciais da própria vida.

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As senhas deixam de funcionar e a tentativa de preservar a privacidade, com imóveis e contas registrados em nome de um amigo de infância, se volta contra ele.

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O título da produção faz referência a uma lenda coreana em que um rato pode assumir a forma de uma pessoa após comer as aparas de suas unhas.

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Na adaptação, a ideia é transportada para a era digital, com dados pessoais, biometria e informações online ocupando o lugar das antigas “aparas de unha”.

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Na tentativa de descobrir quem está por trás do golpe, Moon-Jae cruza o caminho de No-Ja, interpretado por Sul Kyung-Gu, um agiota que também procura o impostor.

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O falso Moon-Jae teria deixado uma dívida milionária com ele, o que leva os dois a uma parceria improvável: um quer recuperar a identidade, e o outro, o dinheiro. A série se apoia no medo de perder o controle sobre as informações que comprovam quem uma pessoa é.

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Ao explorar esse tipo de vulnerabilidade, “O rato” se aproxima de outros suspenses sul-coreanos citados pela reportagem, como “Forgotten” e “Oldboy”, e reforça a presença das produções do gênero no catálogo da Netflix.

Fontes da reportagem

Estado de Minas · Estadão · G1

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