Economia
Todas as unidades federativas nordestinas tiveram alta na procura por crédito no acumulado de 12 meses até julho, segundo a Serasa Experian. A Paraíba liderou a região, enquanto co
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A busca dos consumidores por crédito cresceu em todas as unidades federativas do Nordeste no acumulado dos 12 meses até julho, segundo o Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian.
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A Paraíba apresentou a maior alta regional, de 22,3%, seguida por Alagoas, com 21,2%, e Piauí, com 20,4%. O Maranhão registrou crescimento de 19,6% no período.
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Na sequência, aparecem Sergipe, com 17,8%, Rio Grande do Norte, com 17,5%, Bahia, com 17,4%, Pernambuco, com 17,0%, e Ceará, com 15,2%. Os dados foram divulgados pela Serasa Experian, empresa que acompanha indicadores relacionados ao mercado de crédito.
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No Brasil, a demanda por recursos financeiros avançou 17,1% no acumulado de 12 meses até julho. A maior expansão entre as faixas de renda foi observada entre consumidores que recebem de um a dois salários mínimos, com alta de 38,8%.
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Também houve crescimento entre pessoas com renda de até um salário mínimo, de 16,7%, e na faixa de cinco a dez salários mínimos, de 14,8%. Já o grupo que recebe de dois a cinco salários mínimos apresentou retração de 0,6%.
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Para Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, o resultado indica que a procura por crédito permanece mais intensa entre consumidores de menor renda, mesmo em um cenário de juros elevados e maior seletividade na concessão.
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Segundo ela, o movimento está relacionado à necessidade de administrar o orçamento e as despesas do dia a dia, e não necessariamente à ampliação do consumo não essencial.
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A economista afirma que os brasileiros comprometem, em média, 74,6% da renda com contas básicas, fatura do cartão de crédito e pagamento de dívidas, de acordo com levantamento da Serasa.
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Entre consumidores que recebem de um a dois salários mínimos, os percentuais informados são de 87,8% e 87,0%, respectivamente. Na avaliação da empresa, essa situação reduz a margem disponível para imprevistos e despesas adicionais.
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Na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior, a demanda nacional por crédito cresceu 16,9%. Novamente, a faixa de um a dois salários mínimos teve a maior alta, de 57,3%.
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O grupo com renda de dois a cinco salários mínimos registrou crescimento de 10,8%, enquanto as demais faixas apresentaram retração, segundo o indicador. A análise por unidade federativa mostrou crescimento da procura por crédito em todo o país no acumulado de 12 meses até julho.
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Mato Grosso liderou o ranking nacional, com alta de 36,7%, seguido por Acre, com 26,5%, e Amapá, com 25,6%. Rio Grande do Sul, com 25,4%, e Roraima, com 24,5%, também tiveram resultados expressivos.
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As menores variações foram registradas no Distrito Federal, com 11,3%, em São Paulo, com 12,8%, e no Rio de Janeiro, com 13,3%. Segundo Camila Abdelmalack, a diferença entre as faixas de renda mostra que o avanço da demanda ocorre de forma desigual.
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Ela avalia que o crédito continua sendo utilizado por parte das famílias como instrumento de administração do fluxo de caixa, em um contexto no qual modalidades com taxas menores desaceleraram mais na concessão, enquanto linhas rotativas, de juros mais altos, seguem acessadas por
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uma parcela relevante da população.
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