Saude
Oferta começou nesta semana em 20 centros de tratamento, incluindo unidades de Sergipe, e deve alcançar mais de 116 mil pessoas; expansão para toda a rede está prevista até o fim d
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O Ministério da Saúde iniciou nesta semana a oferta de nove medicamentos de alta tecnologia para o tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).
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A primeira etapa ocorre em 20 centros de tratamento distribuídos por todas as regiões do país, incluindo unidades de Sergipe, com a previsão de expansão para os demais serviços até o fim do ano.
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Segundo a pasta, os produtos atendem 100% da demanda atualmente identificada e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas. Os medicamentos são indicados para 13 diferentes tratamentos oncológicos, conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e as características de cada paciente.
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O Ministério da Saúde afirma que a ampliação pode aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida, além de incluir terapias usadas depois de cirurgias, quando não há sinal visível do tumor, para reduzir o risco de retorno da doença.
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Entre os medicamentos citados estão trastuzumabe, para câncer de estômago ou da junção esofagogástrica; abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama precoce; pazopanibe, para câncer renal metastático; e rituximabe, utilizado em tratamentos de leucemia
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linfocítica crônica e linfomas. Também foram mencionados abiraterona, gefitinibe, TSH recombinante e sunitinibe, com indicações para cânceres de próstata, pulmão, tireoide e rim, além de tumor gastrointestinal avançado ou metastático.
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O impacto anual previsto apenas com a compra dos novos produtos é de R$ 155,4 milhões.
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O ministério informou que pretende chegar a 23 novos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS até o fim do ano, o que representaria uma ampliação de 35% nas alternativas disponíveis na rede pública.
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Para viabilizar a oferta, a pasta assumiu a compra e a negociação direta de dez medicamentos, articulou uma ata para que os estados adquiram outros nove produtos por preços menores e ampliou os repasses destinados ao custeio dos serviços oncológicos para os quatro restantes.
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A implementação inicial envolve unidades localizadas em São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe, além do Distrito Federal.
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Durante cerimônia no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a ampliação da rede de câncer busca colocar os pacientes no centro do cuidado, com maior acesso a exames, diagnósticos e tratamentos.
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Segundo ele, a estruturação também deve melhorar as condições de trabalho dos profissionais e preparar a rede pública para atender às necessidades da população.
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Além dos medicamentos, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais, conhecidos como FIT, para o rastreamento do câncer colorretal em todos os estados.
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O exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos e deverá ajudar a identificar quem precisa realizar colonoscopia para confirmar o diagnóstico. De acordo com a pasta, a precisão informada para o teste é de 92%.
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Também está em implementação o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste de DNA-HPV. Como complemento, o ministério prevê financiar a citologia reflexa em meio líquido, feita a partir da mesma coleta e destinada à avaliação de amostras com sinais de alerta.
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O investimento anual anunciado é de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil testes. Outra medida anunciada foi o custeio, pelo SUS, de cirurgias videotorácicas oncológicas, principalmente para casos de câncer de pulmão.
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A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos e, segundo o Ministério da Saúde, pode reduzir o tempo de internação e as complicações após a cirurgia.
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Para o próximo triênio, o governo também informou a assinatura de um compromisso do Proadi-SUS, programa que reúne hospitais filantrópicos parceiros, com previsão de R$ 4 bilhões em investimentos nos próximos três anos.
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O valor equivale, segundo o ministério, a um terço dos R$ 11 bilhões aplicados pelo programa nos 17 anos anteriores.
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A pasta anunciou ainda a implantação do primeiro hospital 100% inteligente do SUS no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com equipamentos conectados, monitoramento remoto e uso de telediagnóstico para reduzir o prazo de laudos
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de biópsias de uma semana para 48 horas.
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