Eleicoes 2026
Jornais dos Estados Unidos, Reino Unido e Espanha avaliam que a eleição entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro pode influenciar o equilíbrio político da América Latina
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A eleição presidencial brasileira, disputada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ganhou destaque na imprensa internacional às vésperas do segundo turno, marcado para este domingo (25/10).
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As análises publicadas por jornais dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Espanha apresentam a votação como uma decisão com possíveis efeitos sobre a política latino-americana e as relações do Brasil com Washington.
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O Washington Post avaliou que o Brasil pode ser o próximo país da região a aderir a uma política associada ao movimento MAGA, sigla em inglês para “Make America Great Again”, slogan ligado ao presidente americano Donald Trump.
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Segundo o jornal, sucessivas vitórias de candidatos de direita na América Latina alteraram o cenário político regional e aproximaram governos latino-americanos da Casa Branca.
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O Wall Street Journal concentrou a análise em Lula, descrito como uma figura histórica da esquerda latino-americana que busca uma nova vitória eleitoral.
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O jornal afirmou que o presidente precisa recuperar entre os eleitores a capacidade de mobilização associada à imagem de líder popular construída ao longo de sua trajetória política.
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De acordo com a publicação, a diferença de cerca de 2,2 milhões de votos registrada no primeiro turno poderia ser reduzida caso Lula atraísse parte dos aproximadamente 33 milhões de eleitores que não compareceram à primeira votação.
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O jornal, porém, destacou que conquistar o apoio desse grupo não garante que essas pessoas efetivamente retornem às urnas.
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Também citou como obstáculo o histórico segundo o qual, desde a redemocratização, o candidato que terminou o primeiro turno na liderança venceu todas as eleições presidenciais que chegaram à segunda rodada, em sete dos nove pleitos realizados nesse período.
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O New York Times analisou a candidatura de Flávio Bolsonaro como uma possível continuidade da ascensão da direita na América Latina.
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Para o jornal, uma vitória do senador representaria a maior conquista até agora desse movimento na região e levaria ao governo da maior nação latino-americana um aliado alinhado a Washington.
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A publicação destacou que Flávio Bolsonaro defende o uso de força letal contra grupos criminosos e teria oferecido recursos minerais considerados estratégicos como parte de uma aproximação com os Estados Unidos.
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O jornal também relacionou uma eventual vitória à volta da família Bolsonaro ao poder, menos de quatro anos depois dos episódios envolvendo Jair Bolsonaro e seus apoiadores em Brasília.
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Segundo a análise, Flávio prometeu buscar anistia para o pai e para manifestantes envolvidos nos distúrbios, além de defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e mudanças na Constituição.
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O Financial Times tratou a eleição como um campo de disputa relevante para os interesses americanos na América Latina.
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O jornal contrapôs a defesa, por Lula, de relações mais estreitas com outras potências médias e com o Brics à promessa de Flávio Bolsonaro de reduzir gastos, buscar a queda dos juros e adotar uma postura mais dura contra facções criminosas.
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Em outra reportagem, o periódico britânico associou o crescimento do conservadorismo brasileiro à força econômica do agronegócio, à popularidade da música sertaneja e à influência política americana.
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A análise sustentou que uma vitória de Flávio demonstraria a consolidação de um movimento de direita que ultrapassaria a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e teria capacidade de mobilizar ressentimentos contra elites culturais e políticas.
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Na Espanha, o El País apresentou a eleição como uma escolha entre conceder à família Bolsonaro maior poder institucional ou oferecer a Lula uma nova oportunidade no comando do país.
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O jornal avaliou que Flávio poderia governar com apoio expressivo no Congresso e influenciar a composição do Supremo Tribunal Federal, enquanto uma vitória de Lula manteria a orientação política e econômica vigente.
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Para o periódico, o resultado teria repercussões sobre a esquerda internacional, o continente americano e o chamado Sul Global.
Fontes da reportagem
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