Saude
Hospital de Cirurgia realizou, no sábado (3), a primeira cirurgia da instituição para correção de extrofia de bexiga, malformação congênita rara. O procedimento foi feito por cinco
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O Hospital de Cirurgia (HC), em Sergipe, realizou no sábado (3) a primeira cirurgia de sua história para correção de extrofia de bexiga.
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O procedimento foi feito em uma criança do sexo masculino por uma equipe de cinco cirurgiões pediátricos do Grupo Cooperativo Brasileiro Multiinstitucional para o Tratamento de Extrofia de Bexiga pela Técnica de Kelly, conhecido como Grupo Kelly.
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A extrofia de bexiga é uma malformação congênita rara e complexa, que ocorre quando o desenvolvimento dos sistemas urinário e genital não é concluído adequadamente.
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Segundo o urologista pediátrico Luiz Alberto Araújo, a condição atinge aproximadamente um a cada 50 mil nascimentos. A cirurgia realizada no HC teve como objetivo reconstruir os tratos urinário e genital e proporcionar melhores condições de qualidade de vida ao paciente.
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A técnica empregada leva o nome do urologista pediátrico australiano Justin Kelly, que desenvolveu o método na década de 1970. De acordo com os especialistas envolvidos, o procedimento exige alta especialização e experiência e é realizado por poucos centros no mundo.
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No Brasil, o Grupo Kelly atua na aplicação da técnica e na mobilização de profissionais para levar o tratamento a crianças que vivem fora dos grandes centros especializados. Criado em 2019, o grupo é formado por cirurgiões pediátricos voluntários de diferentes instituições.
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A equipe percorre o país para realizar procedimentos em crianças com extrofia de bexiga, buscando reduzir as dificuldades de acesso provocadas pela distância dos centros que concentram esse tipo de atendimento.
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Em Sergipe, participaram da cirurgia Nicanor Macedo, Luiz Alberto Araújo, Ana Gabriela Martins, Simone Oliveira e Vilma Rezende. Nicanor Macedo, coordenador do grupo, explicou que a condição decorre de uma falha congênita na formação dos aparelhos urinário e genital.
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Segundo ele, o tratamento exige a reconstrução de todo o trato urinário e genital. Araújo ressaltou que, além de rara, a extrofia de bexiga é complexa e que a intervenção pode oferecer mais dignidade e qualidade de vida aos pacientes.
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A realização do procedimento ocorre no mesmo ano em que o Hospital de Cirurgia retomou a assistência pediátrica, após 16 anos.
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O serviço foi reativado em março e passou a contar com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica, construída para atender crianças e adolescentes que necessitam de cirurgias de média e alta complexidade, além de uma enfermaria. Entre as áreas contempladas está a Urologia.
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Para Vilma Rezende, a presença da equipe em Sergipe representa a atuação voluntária do grupo em diferentes regiões do país.
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Ana Gabriela Martins afirmou que a iniciativa aproxima a prática médica de uma dimensão humanitária e destacou a possibilidade de tratar os pacientes com menos intervenções e mais qualidade. As declarações foram dadas durante a realização do procedimento.
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A interventora judicial do Hospital de Cirurgia, enfermeira Márcia Guimarães, afirmou que a cirurgia reforça a retomada da assistência pediátrica e a atuação filantrópica da instituição. O procedimento foi realizado no mês dedicado às crianças e no ano do centenário do hospital.
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O material divulgado não informa o período de recuperação da criança nem detalha os próximos cuidados após a cirurgia.
Fontes da reportagem
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