Eleicoes 2026
Candidato do PL à Presidência passou a defender a aprovação da proposta, mas disse preferir um modelo com maior liberdade para a definição das jornadas e pediu compensação financei
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O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, declarou nesta terça-feira (13) que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1.
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A mudança de posição ocorre 12 dias antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e depois de o senador criticar a iniciativa apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa.
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A declaração foi feita após Flávio visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
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Embora tenha anunciado o voto favorável, o candidato afirmou que considera necessário aperfeiçoar o texto para permitir que trabalhadores tenham mais autonomia na definição dos horários.
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Ele citou, entre outros casos, profissionais em home office e mães que só conseguem trabalhar em determinados períodos do dia. A proposta em análise substitui o regime de seis dias de trabalho por um de cinco dias trabalhados e dois de descanso.
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O texto está previsto para ser votado em primeiro turno no plenário do Senado nesta quarta-feira. A PEC é o único item da pauta da Casa nesta semana, que reservou sessões de debate antes da deliberação.
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Flávio também condicionou o apoio à adoção de medidas para reduzir os efeitos econômicos da mudança sobre as empresas. Segundo ele, a redução da jornada poderá exigir novas contratações e elevar os custos dos empregadores.
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O candidato afirmou que o governo deveria compensar financeiramente as empresas e disse haver risco de aumento da informalidade, apresentando essas possibilidades como preocupações associadas à proposta.
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Em vez do texto aprovado pela Câmara, o candidato passou a defender uma alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, baseada na flexibilização da jornada e na remuneração proporcional às horas trabalhadas.
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Em agosto, Flávio afirmou que essa proposta permitiria aos trabalhadores escolher os próprios horários. No início de setembro, quando foi questionado sobre seu voto na PEC, evitou declarar apoio ou rejeição e disse que a proposta de Marinho deveria ser analisada primeiro.
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A mudança ocorre no momento em que o Senado acelera a análise da proposta. O líder do bloco de oposição, Wellington Fagundes (PL-MT), havia informado na segunda-feira que o PL poderia liberar os senadores para votar de acordo com sua posição individual.
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Segundo Tereza Cristina (PP-MS), escolhida para intermediar as conversas sobre a tramitação, outros partidos de oposição também tendem a liberar suas bancadas.
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Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 votos entre os 81 senadores, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
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O regimento prevê sessões de discussão e intervalo entre as votações, mas o governo busca um calendário especial para reduzir esse prazo e concluir a análise antes do fim da campanha presidencial, em 25 de outubro.
Fontes da reportagem
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