Saude
A coleta será feita nas Unidades de Saúde da Família para mulheres e pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos sem sintomas; resultado negativo amplia para cinco anos o intervalo a
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A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), começa a oferecer em 1º de outubro o teste molecular para detecção do DNA do HPV em todas as Unidades de Saúde da Família (USFs) do município.
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O exame será usado no rastreamento do câncer do colo do útero para mulheres e pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos que não apresentam sintomas, conforme as diretrizes nacionais atualizadas pelo Ministério da Saúde em 2025.
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Na estratégia adotada pela rede municipal, o teste molecular passa a ser o método primário de rastreamento e substitui o exame citopatológico, conhecido como Papanicolau.
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A mudança é tecnológica: segundo a SMS, o procedimento de coleta permanece semelhante ao já realizado nas unidades de saúde e será conduzido por profissionais capacitados, principalmente enfermeiros das equipes de Saúde da Família.
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Depois da coleta, o material será encaminhado a um laboratório para análise. O exame busca identificar a presença do DNA do HPV, vírus relacionado ao desenvolvimento de lesões que podem evoluir para o câncer do colo do útero.
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A população incluída na faixa indicada para o rastreamento deve procurar a USF de referência para receber orientações e realizar o procedimento.
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A assessora técnica da Saúde da Mulher da SMS, Cristiani Ludmila Borges, explica que o rastreamento é destinado a pessoas assintomáticas dentro da faixa etária considerada de risco.
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A profissional ressalta que essa finalidade é diferente do atendimento de quem apresenta queixas ginecológicas, que deve procurar a Unidade Básica de Saúde para avaliação clínica independentemente da idade ou do período desde o último exame.
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Entre os sinais que devem ser avaliados pelos profissionais estão corrimento, coceira, prurido e outras queixas ginecológicas.
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Após a consulta, podem ser indicados exames, testes rápidos, tratamento ou encaminhamento para atendimento especializado, de acordo com a necessidade identificada e os protocolos de assistência.
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A orientação da SMS é que a pessoa procure o médico ou enfermeiro de referência da equipe de Saúde da Família em caso de dúvida ou sintoma. Para pessoas com menos de 25 anos, o Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento de rotina do câncer do colo do útero.
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Conforme as diretrizes nacionais, a faixa de 25 a 64 anos concentra o público indicado para o acompanhamento de pessoas sem sintomas, considerando o risco de ocorrência de lesões precursoras de alto grau. A periodicidade do exame também muda com a adoção do teste molecular.
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Quando o resultado for negativo, o intervalo recomendado para a realização do próximo rastreamento será de cinco anos.
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Nos casos positivos, o acompanhamento seguirá fluxos específicos, definidos de acordo com o tipo de HPV identificado e os demais critérios previstos no protocolo nacional.
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Para fazer a coleta, a recomendação é evitar relações sexuais na véspera do exame e não usar cremes ou medicamentos vaginais.
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A orientação sobre o procedimento e as condutas posteriores será fornecida pelas equipes das USFs, que também deverão avaliar os casos com sintomas e encaminhar as pessoas para o atendimento adequado quando necessário.
Fontes da reportagem
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