Eleicoes 2026
Moeda norte-americana iniciou as negociações desta segunda-feira (5) abaixo de R$ 5, depois de recuar mais de 4% no dia seguinte ao primeiro turno das eleições. Mercado acompanha o
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O dólar abriu as negociações desta segunda-feira (5) cotado a R$ 4,97.
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A moeda norte-americana ficou abaixo de R$ 5 após registrar queda superior a 4% no dia seguinte ao primeiro turno das eleições, em um movimento atribuído à reação do mercado ao resultado do pleito, que apontou predominância da direita no cenário político brasileiro.
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As negociações de moedas estrangeiras começam às 9h e terminam às 17h. Ao longo desse intervalo, a cotação pode oscilar conforme investidores avaliam o resultado eleitoral, declarações de candidatos e outros fatores econômicos e políticos.
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O acompanhamento do índice geral do dólar permite observar a variação da moeda durante o pregão.
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No resultado nacional informado para o primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 55,64% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) obteve 35,73% e avançou para a segunda etapa da disputa.
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No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) foi eleito governador em primeiro turno, com 58,05% dos votos. Juliana Brizola (PDT) teve 31,65%, e Gabriel Souza (MDB), 8,43%. A eleição para o Senado no Estado também terminou com a escolha de dois nomes identificados com a direita.
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Sanderson (PL) foi o mais votado, com 30,11% dos votos, seguido por Marcel van Hattem (Novo), que obteve 30,08%. O resultado regional integra o conjunto de informações políticas considerado pelo mercado na abertura da semana.
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Apesar da queda observada após o primeiro turno, a projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta para uma cotação de R$ 5,50 ao fim de 2026.
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A estimativa ocorre depois de o dólar acumular baixa de 11,2% ao longo de 2025, segundo o material divulgado sobre o cenário cambial. A projeção, porém, não é consenso entre especialistas.
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Mauricio Weiss, professor do Programa de Pós-graduação profissional em Economia da UFRGS, afirmou que é difícil antecipar o comportamento do câmbio devido à quantidade de fatores que influenciam a taxa.
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Na avaliação dele, o cenário pode levar à manutenção ou à valorização do real diante do dólar, em sentido diferente do previsto pelo Banco Central.
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Entre os fatores que podem aumentar a volatilidade em 2026 está a previsão de mudança na presidência do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, em maio. Weiss também apontou como fonte de incerteza a possibilidade de interferência de Donald Trump sobre a instituição.
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Em momentos de maior instabilidade internacional, investidores costumam buscar ativos em dólar, moeda central do sistema financeiro global, segundo o professor.
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As eleições brasileiras previstas para outubro também devem influenciar o câmbio, conforme a avaliação apresentada por Weiss. O mercado financeiro acompanha pesquisas de intenção de voto e declarações dos candidatos, que podem alterar as expectativas dos investidores.
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Em 2024, o dólar teve a maior alta desde 2020 e alcançou pela primeira vez a marca de R$ 6, em novembro.
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Já em 2025, o desempenho do câmbio foi favorecido pela taxa Selic elevada, que estava em 15% em janeiro de 2026, e pela queda da moeda norte-americana em relação a mercados emergentes.
Fontes da reportagem
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