Saude
O debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, realizado na TV Globo, foi marcado por confrontos sobre políticas sociais, economia e saúde. Os candidatos
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Um dos momentos mais tensos ocorreu após Flávio afirmar que Lula “dá com uma mão e tira com nove dedos”. O presidente, que perdeu o dedo mínimo da mão esquerda aos 17 anos, quando trabalhava como torneiro mecânico, classificou a fala como ofensiva e cobrou um pedido de desculpas.
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Flávio se desculpou em seguida, mas retomou as críticas ao governo e questionou Lula sobre o aumento da população em situação de rua.
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Segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, 365,8 mil pessoas estavam nessa condição em dezembro de 2025. O levantamento aponta crescimento de 55% em relação a 2022, e não de 100%, como mencionado por Flávio.
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Pesquisadores citados no debate ponderam que mudanças na metodologia de contagem, na busca ativa e na inclusão de pessoas vulneráveis em políticas sociais podem influenciar a comparação, sem que todo o aumento corresponda necessariamente a novos casos.
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Lula também questionou o voto de Flávio contra a ampliação da licença-maternidade, quando o candidato do PL era deputado estadual no Rio de Janeiro. Flávio reconheceu a posição e afirmou que mudou de entendimento depois de se casar e ter duas filhas.
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O presidente considerou que a resposta não enfrentou objetivamente a pergunta e criticou antigas referências de Flávio ao Bolsa Família como “bolsa-farelo”. Flávio respondeu que pretende manter e ampliar os benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família.
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O candidato também criticou o endividamento das famílias e associou o problema ao crescimento da dívida pública e aos juros elevados.
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Ele mencionou uma dívida de R$ 11 trilhões, em referência à Dívida Bruta do Governo Geral, indicador medido pelo Banco Central, e afirmou que, se eleito, usará a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas dos bancos e refinanciá-las.
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Lula disse que uma iniciativa de renegociação já havia sido encaminhada por seu governo ao Senado. O presidente também citou medidas anteriores de renegociação e perdão de dívidas, incluindo uma operação de R$ 15 bilhões que, segundo ele, alcançou 4,5 milhões de pessoas.
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Em sua resposta, atribuiu parte do problema à política de juros do Banco Central e defendeu o crescimento econômico como caminho para reduzir o endividamento público.
Fontes da reportagem
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