Eleicoes 2026
Professor da UnB avalia que a nova composição da Câmara e do Senado pode reduzir o espaço de pautas trabalhistas e ampliar discussões sobre segurança pública, família e valores, ma
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O crescimento da presença de partidos conservadores no Congresso Nacional e nos governos estaduais deverá influenciar a agenda legislativa a partir de 2027, segundo avaliação do economista e professor de ciência política Jeferson Ramos dos Santos, da Universidade de Brasília
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(UnB). Para ele, temas como segurança pública, família e valores tendem a ganhar espaço na Câmara dos Deputados e no Senado Federal diante da nova configuração política formada após as eleições.
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De acordo com o professor, as campanhas realizadas nas regiões que elegeram senadores, deputados federais, deputados estaduais e governadores deram prioridade a questões relacionadas à segurança, ao custo de vida e aos chamados valores sociais.
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Na avaliação dele, a escolha dos eleitores representou um recado ao governo federal, que, segundo o especialista, não teria tratado essas pautas de maneira adequada.
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Jeferson afirmou que a crise recente envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) teve menor peso direto sobre o resultado das urnas.
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A justificativa apresentada pelo professor é que, embora o tema tenha recebido destaque na imprensa e afetado a imagem da Corte, o Supremo não participou da disputa eleitoral.
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Ainda assim, ele prevê que o tribunal deverá aparecer entre os principais assuntos debatidos no Senado nos próximos quatro anos.
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Entre as mudanças que podem entrar em discussão, o professor citou alterações no desenho institucional do STF, na extensão dos poderes individuais dos ministros e, eventualmente, a limitação dos mandatos dos integrantes da Suprema Corte.
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As possibilidades foram apresentadas como tendências do debate legislativo, e não como decisões já tomadas pelo Congresso.
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A pauta trabalhista mais debatida neste ano é o fim da escala 6x1, cuja votação estava prevista para aquela semana, conforme havia informado o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
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Para Jeferson, a alteração na composição das duas Casas pode afetar o calendário da proposta. Em períodos de incerteza política, explicou, blocos e lideranças costumam aguardar uma definição maior do cenário antes de levar matérias relevantes ao plenário.
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Nesse contexto, o professor considerou possível que a discussão sobre o fim da escala 6x1 demore mais para avançar.
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A avaliação não significa que a proposta tenha sido retirada da pauta, mas que a mudança no equilíbrio entre os grupos políticos pode influenciar o ritmo de tramitação e a prioridade atribuída ao tema na próxima legislatura.
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A disputa presidencial também deverá interferir na agenda do Congresso que tomará posse em 1º de fevereiro de 2027.
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Segundo os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) avançaram ao segundo turno, com diferença de aproximadamente 2,22 milhões de votos, equivalente a 1,87 ponto percentual, a menor margem registrada
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em um primeiro turno, de acordo com o material divulgado. O segundo turno estava marcado para 25 de outubro, e o professor classificou a disputa como aberta e competitiva diante da diferença entre os candidatos e da abstenção apontada como recorde.
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O horário eleitoral voltaria na sexta-feira, dia 9, com propaganda permitida até 23 de outubro para os candidatos à Presidência, aos governos de seis estados e do Distrito Federal.
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Para Jeferson, a vitória de um ou outro candidato poderá reequilibrar as pautas do Legislativo ou intensificar a orientação conservadora, com possível redução do espaço para temas trabalhistas e maior foco em segurança pública e valores.
Fontes da reportagem
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