Policia
Segunda audiência de instrução sobre a morte da empresária baiana Flávia Barros foi realizada nesta sexta-feira (16), no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju. Testemunhas foram ouvid
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A Justiça realizou nesta sexta-feira (16), no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, a segunda audiência de instrução sobre a morte da empresária baiana Flávia Barros.
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Testemunhas foram ouvidas no processo que investiga o assassinato da mulher, ocorrido em março, em um hotel da Zona Sul da capital sergipana.
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O policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, apontado como autor do crime e acusado de feminicídio, não participou presencialmente da sessão e foi representado por advogados. Tiago Sóstenes está preso no Presídio Militar (Presmil).
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Ele foi encaminhado à unidade após receber alta hospitalar. O acusado foi hospitalizado depois do episódio ocorrido em 22 de março, quando Flávia foi atingida por disparos de arma de fogo no hotel.
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As circunstâncias do crime são analisadas no processo criminal, que ainda está em fase de instrução.
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De acordo com as apurações apresentadas pelo Ministério Público de Sergipe (MP-SE), laudos técnicos contestaram a versão inicial atribuída ao suspeito de que teria tentado cometer suicídio depois de balear a empresária.
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O órgão sustenta, com base nas análises periciais, que Flávia estava deitada na cama quando foi atingida pelo disparo. Também segundo o MP-SE, registros extraídos dos celulares do casal indicaram episódios anteriores de violência contra a mulher no relacionamento.
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As informações integram a investigação e são usadas pelo órgão na acusação apresentada à Justiça. O relacionamento entre Flávia e Tiago havia começado havia cerca de uma semana, conforme as informações divulgadas sobre o caso.
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A audiência de instrução é uma etapa em que são colhidos depoimentos e reunidos elementos para a análise da acusação e da defesa. Após essa fase, o processo seguirá os trâmites judiciais definidos pela Justiça.
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A realização da sessão não representa, por si só, uma condenação do acusado, que permanece respondendo ao processo e é representado por advogados. O Ministério Público de Sergipe pede a condenação de Tiago Sóstenes por feminicídio.
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O órgão também requer a aplicação de duas causas de aumento de pena. A acusação solicita uma pena de 40 anos de prisão, enquanto a definição sobre a responsabilidade criminal e a eventual punição caberá à Justiça ao fim do processo.
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Flávia Barros morreu após ser baleada no hotel em Aracaju. Tiago Sóstenes, que ocupava o cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia, foi indiciado por feminicídio contra a namorada.
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Até a conclusão da ação penal, ele permanece preso no Presmil e será representado por seus advogados nos atos processuais em que não comparecer presencialmente.
Fontes da reportagem
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