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ACSP fortalece aproximação de pequenos negócios das oportunidades geradas pelo…

ACSP reúne lideranças do agronegócio em São Paulo e defende maior integração entre comércio, serviços e a cadeia produtiva para ampliar a participação de micro e pequenas empresas

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A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) tem defendido uma aproximação maior entre o agronegócio e micro e pequenas empresas.

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O tema foi tratado na reunião do Conselho do Agronegócio da entidade, realizada na quinta-feira (27), em São Paulo, com a presença de dirigentes do setor e representantes de entidades empresariais.

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Na abertura do encontro, o presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, que também comanda a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp), disse que a intenção é ampliar parcerias com

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instituições especializadas e integrar comércio, serviços e a cadeia produtiva do agro. Cotait afirmou que uma conexão maior entre esses segmentos pode ampliar a participação de empresas de menor porte nas oportunidades geradas pelo agronegócio.

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Ele disse: “Acho que o tema do agronegócio tem que ser cada vez mais desenvolvido, para que a gente possa também ter uma participação dessa cadeia que o agronegócio produz, fazendo com que as pequenas empresas também possam ter uma participação mais efetiva.

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Nós queremos realmente ter uma participação importante, porque achamos que é, sem dúvida nenhuma, o melhor caminho para o Brasil se desenvolver”.

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O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Bortolozzo, também defendeu a atuação conjunta entre os diferentes elos da cadeia produtiva, da produção à industrialização e à comercialização.

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Segundo ele, em momentos difíceis, é preciso unir quem produz, quem industrializa e quem vende. Bortolozzo citou ainda a parceria entre a SRB e a ACSP e afirmou que as entidades devem trabalhar juntas para aproximar os diferentes segmentos do setor.

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Durante a reunião, Ariel Mendes, integrante do Conselho do Agronegócio da ACSP, avaliou que a aproximação entre indústria, comércio e agropecuária é uma estratégia de longo prazo.

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Segundo ele, essa articulação pode trazer resultados para o agronegócio e para outros setores da economia. Também foi destacada a capilaridade do sistema associativista, que reúne mais de 2,3 mil associações comerciais no país pela CACB e 420 associações em São Paulo pela Facesp.

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A reunião teve como palestrante Plínio Nastari, presidente do Instituto Brasileiro de Bioenergia e Bioeconomia (IBIO) e CEO da Datagro.

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Ele falou sobre a contribuição dos biocombustíveis, especialmente do etanol, para a economia circular e relacionou o tema a três desafios globais: segurança energética, segurança alimentar e emergência climática.

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Nastari afirmou que a renda gerada pela produção e pela industrialização das matérias-primas do agro movimenta comércio e indústria em diferentes regiões do país.

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Na apresentação, Nastari informou que, em 2025, 49,5% da oferta interna de energia no Brasil veio de fontes renováveis, acima da média mundial de 14,5% e da média da OCDE, de 13,8%.

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Segundo os dados apresentados, a cana-de-açúcar respondeu por 15,8% da matriz energética brasileira, acima da participação da eólica, com 3,1%, e da solar fotovoltaica, com 2,7%.

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Ele também comparou a composição das emissões de gases de efeito estufa entre países e disse que, no Brasil, energia sem transportes responde por 12% das emissões e transportes por 11%, enquanto parte relevante está ligada à mudança do uso da terra e florestas.

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Nastari afirmou ainda que o país registra cerca de 2,1 gigatoneladas de emissões, diante de aproximadamente 51 gigatoneladas no mundo.

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Ao comentar a participação dos biocombustíveis nos transportes, Nastari defendeu que os critérios usados para medir sustentabilidade precisam ser levados em conta nas políticas públicas.

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Sérgio Bortolozzo, por sua vez, afirmou que a produção de biocombustíveis, em especial o etanol, está dentro desse contexto e disse que a SRB seguirá atuando junto à frente parlamentar para discutir propostas que favoreçam o produtor rural, a indústria, o comércio e o consumidor.

Fontes da reportagem

Cinform Online

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